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quarta-feira, maio 28, 2008

2002/03 - Emílio Peixe - 2J 0G

Falar de Emílio Peixe enquanto jogador do Benfica é extremamente complicado, nunca fui um acompanhante assíduo da equipa B do clube, e o desafio de me lembrar dos 15 minutos oficiais que teve na equipa principal é em vão, a verdade é que não me recordo dos 2 minutos frente ao Belenenses em 14 de Dezembro de 2002, e dos 13 minutos em 21 de Dezembro de 2002 frente ao Boavista, a partir daqui entre lesões e opções nunca mais Camacho o voltou a chamar para a equipa principal do clube.

Estes minutos de Águia ao peito serviram apenas para Peixe ascender ao lote de jogadores que actuaram no três grandes em Portugal.

Emílio Peixe teve inicio de carreira sénior prometedor, Campeão do Mundo de sub -2o, e considerado o Jogador do Torneio (honra que coube também a jogadores como Diego Maradona, Saviola e Messi, mas também a Ismaeil Matar, Caio e Bismark), teve depois uma carreira que sendo positiva pelas equipas que envolveu, não deixou de ser decepcionante pela real utilização que teve em todas. No Sporting foi jogando sem nunca se impor verdadeiramente, até acabar emprestado ao Sevilha de Toni em 95/96, onde disputou 5 jogos apenas, no Campeonato entre as jornadas 3 e 8, e coleccionou Amarelos (2) e Vermelhos (2), regressou rapidamente ao Sporting, por pouco tempo sendo envolvido na troca "amigável" de jogadores entre Porto e Sporting (Peixe e Costinha para um lado, Rui Jorge e Bino para o outro).

Depois de algumas épocas, sai para Alverca, onde o Benfica o vai buscar no inicio da época 2002/03, saindo de seguida para Leiria onde pouco jogou e colocou ponto final na carreira de futebolista. Tornou-se então treinador do Algarve United/Sindicato dos Jogadores, ganhando depois por geração espontânea lugar nas selecções jovens Nacionais, sendo hoje funcionário da Federação Portuguesa de Futebol.

Na Selecção Nacional, 12 Internacionalizações A, entre 1991 e 1993, e ainda presença, além do Campeonato do Mundo de Sub - 20, no Mundial Sub - 17 na Escócia e nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, onde foi capitão de Equipa.
Em Resumo um jogador da Selecção que, de vez em quando, era convocado para os clube
s.

quarta-feira, abril 23, 2008

2001/04 - Paulo Cabral - 19J 0G

A politica de contratações (nome pomposo para "toneladas de jogadores") fez do Benfica destas épocas uma espécie de heliporto (mais pequeno que o heliporto do outro dos 35 milhões), e no balcão destinado a defesas laterais a fila já dava a volta ao estabelecimento inteiro. E o mais grave é que não havia quem não desse logo pelas falhas.

Paulo Cabral, chegou á Luz a custo zero depois de uma época interessante ao serviço do Belenenses (ai do jornalista/comentador que não lhe desse nota 4 em 5 em todos os jogos que fez nessa época de 2000/01), onde foi hiper elogiado e onde chegou a Internacional A pela selecção portuguesa, mas o que é certo é que este lateral direito tinha já 28 anos quando tudo lhe aconteceu, e foi o Benfica que o acolheu no verão de 2001 como um dos reforços de uma equipa acabadinha de desgraçar os registos históricos do clube ficando em 6º lugar.


Fora da Uefa pela primeira vez na sua história, o Benfica voltou a fazer uma época para esquecer, que começou logo na jornada inaugural, com o famoso jogo do "deixem jogar o Mantorras", empate 2-2 na Póvoa de Varzim com golo de Cabral... na própria baliza aos 90+1 quando o Benfica jogava já com menos dois jogadores por expulsão de Pesaresi e Porfirio.



Para Cabral, além do autogolo, 13 jogos em 15 jornadas sempre como titular, mas sem nunca deslumbrar, acabando por se lesionar com alguma gravidade, só regressando á equipa 3 meses depois. Em resumo 13 jogos em 15 Jornadas, para depois desaparecer e realizar 4 jogos apenas, em duas épocas.


Participou no famoso jogo com o Gondomar, e despediu-se oficialmente a 1 de Junho de 2003 no Estádio Nacional frente ao Guimarães, apesar de ter continuado no clube na época seguinte, e de treinar inclusive com o plantel principal mas sem nunca fazer parte do mesmo. Era um jogador mediano que teve o seu protagonismo e desapareceu, fazendo apenas uma época mais após sair da Luz.
Jogou no Joane, Tirsense, Vizela, Aves e Belenenses onde acabou a sua carreira após dispensa de Carlos Carvalhal no fim da época 2004/05.

segunda-feira, março 31, 2008

2001/02 - António Lopes "Toni" - 1J 0G

O que nasce torto tarde ou nunca se endireita, não sei se o Toni nasceu torto, mas que a sua contratação foi uma enorme confusão lá isso foi, contratado por um "fundo de investimento" inglês, foi á Bélgica treinar ao Antuérpia mas acabaria contratado pelo Benfica a custo zero. Chegado em Agosto só pode ser inscrito em Dezembro, após a Fifa ter emitido um certificado provisório.

Este defesa direito, revelação da época 2000/01, ao serviço do Farense, teve no Benfica uma passagem longa e fugaz ao mesmo tempo, longa pois esteve um ano inteiro no plantel (embora treinasse regularmente com a Equipa B) metade dele sem poder actuar por burocracias a outra metade por opção, fugaz porque foram apenas 84 minutos oficiais.


Fez apenas um jogo, no Estádio dos Barreiros, por sinal na última jornada do campeonato, com derrota para o Benfica (2-3, ultimo jogo de Mantorras ao mais alto nível) e expulsão com vermelho directo após cometer o Penalti do 2-3, em resumo 84 minutos de águia ao peito, mais quatro jogos na equipa B e descida á 3ª Divisão.

Foi a ascensão e queda da jovem promessa, das camadas jovens do Vitória de Setúbal, passando pelo Lusitano de Évora e Farense, chegou á Luz, dispensado, entrou no Beira Mar envolvido no negócio de Cristiano, após duas épocas nos aveirenses mudou-se para a Suíça e para o Servette, em 2006/07, actuou em Espanha ao serviço do Zamora.

domingo, janeiro 20, 2008

2000/01 - Daniel Carvalho "Dani" - 5J 0G

Formado no lado contrário da segunda circular (e em muitas discotecas e bares das diversas cidades onde jogou/pernoitou), é o expoente máximo da categoria de jogador de futebol "Eterna Promessa".

Teria, se estivesse para aí virado, sido um extraordinário jogador de futebol, mas não passou de mais um que, de vez em quando, tirava da cartola um lance de qualidade. Chegou á Luz, como de costume, rotulado de tudo (de génio para cima), e saiu pouco mais de um mês depois de ter chegado, com muitos quilos a mais e em litigio com o Clube.

Cedo se percebeu que a aventura de Dani (que era um futebolista atipico, sobretudo por conseguir falar sem repetir dez vezes "penso que... acho que"), não iria durar muito tempo. Por outras palavras, enquanto jogador do Benfica, frequentou mais vezes a noite Lisboeta que o campo de treinos. Dos 5 jogos realizados, todos para o campeonato e todos com Mourinho, não se pode dizer que tenha desiludido , mas também nunca deslumbrou por aí além, sendo dispensado numa altura em que estava a ganhar espaço na equipa, acabando cedido ao Atlético de Madrid que estava então na II liga espanhola.



Muito conhecido nas Noites das principais cidades europeias, jogou na Noite de Londres ao Serviço do West Ham, deixou saudades na Noite de Amesterdão (e não só) ao serviço do Ajax, antes de regressar á Noite Lisboeta e ser transferido para a Noite de Madrid, onde aos 27 anos abandonou de vez o Futebol.


Esteve entre outros no Mundial do Qatar de Sub-20 em 1995, sendo considerado um dos melhores do Torneio (2º lugar na Bola de Ouro e na Bota de Ouro) e foi campeão Europeu de Sub-18 em Espanha em 1994. E ainda no Jogos Olimpicos de Atlanta em 1996 onde esteve em 5 dos 6 jogos de Portugal.

Em 2004 depois de um teste falhado no Celtic de Glasgow, decidiu dar ouvidos a Harry Redknapp, que um dia lhe terá dito, quando ao serviço do West Ham e depois de mais um atraso aos treino, “Não tens vida para isto! Muda de profissão! Estás suspenso!” , e Dani mudou...

domingo, novembro 11, 2007

1999/00 e 2002/03 - Nuno Santos - 2J -1G

A bem da verdade de Nuno Santos não se pode dizer que tenha sido algum dia “o Guarda Redes do Benfica” como tantos outros ao longo dos anos (de Pedro Roma a Paulo Santos) fez a sua carreira no Benfica entre a bancada e o banco de suplentes, e vice versa.

Teve, no entanto, no seu percurso na Luz participação a tempo inteiro numa das jornadas mais tristes da História do clube, era ele o Guarda Redes na derrota frente ao Gondomar.

Começou a dar nas vistas no Vitória de Setúbal onde se tornou apetecível para equipas estrangeiras nomeadamente o Leeds que o levou para Inglaterra no ano de 1998, não esteve muito tempo na Grã-bretanha (não fez um único jogo oficial), o Benfica achou por bem resgata-lo logo na época seguinte, para fazer de 3º Guarda-redes (apenas 8 jogos como suplente de Enke). Nesta época de estreia, Jupp Heynckes, deu-lhe uma única oportunidade contra o Torres Novas, num jogo da Taça de Portugal que mostrou a “qualidade” das segundas escolhas benfiquistas (Nuno Santos; Okunowo, José Soares, Sérgio Nunes e Rojas; Chano, Tahar (Porfírio 45’); Mawete (Marco Freitas 74’) e Luís Carlos; Cadete (Pepa 45’) e Tote), o Benfica venceu por 1-0, com golo do Flop Tote aos 81 minutos.

Foi dispensado no final da época, e emprestado ao Badajoz, onde ficou até Dezembro de 2000, passando então para o Santa Clara, jogou depois também por empréstimo no Beira-mar em 2001/02.

Depois fez o que poucos jogadores fizeram na história encarnada, regressou ao clube depois do empréstimo, para fazer parte do plantel 2002/03, e para fazer um único jogo com o Gondomar na vergonhosa derrota por 0-1. Dispensado em definitivo, passou para o Vitória de Setúbal, depois novamente Santa Clara. Em Julho de 2007 ingressou nos Americanos do Rochester Rhinos, uma equipa de uma liga privada Norte Americana, onde foi apresentado como um Guarda-Redes com mais de 200 Jogos na Liga Portuguesa e Inglesa e experiência em Jogos da Uefa pelo Benfica.

Mentir é feio senhores de Rochester.

quarta-feira, outubro 31, 2007

1999/01 - Sérgio Nunes - 28J 2G

O Benfica tinha nestas épocas de crise profunda um conceito muitíssimo interessante de contratações no mercado interno, enquanto outros acertavam em cheio em reais mais valias o Benfica insistia na contratação de jogadores que ao chegarem ao clube atingiam demasiado cedo o ponto mais alto da sua carreira, muitas vezes sem capacidade para competirem numa equipa com necessidade de ganhar sempre.

Sérgio Nunes é o típico caso de jogador que teria lugar em qualquer equipa que lutasse pelos lugares do meio da tabela, nunca numa equipa que lutava (lutaria?) por títulos.

Depois de uma primeira época onde Jupp Heynckes fez por render as desastrosas contratações que teve, Sérgio Nunes conseguiu ainda jogar em 17 partidas do campeonato português, algumas delas como Defesa Esquerdo (!?), acabando por desaparecer aos poucos da equipa. Na sua segunda época ao serviço do clube, apenas 3 jogos no campeonato, todos como suplente utilizado (Curiosamente entrou na jornada de abertura e também na última jornada, o Benfica não venceu nenhum dos dois).


Algumas qualidades haveria de ter Sérgio Nunes como Central, parece-me que não restam dúvidas que não tinha qualidade nenhuma como defesa esquerdo, lugar que o Alemão Heynckes lhe reservava.

Sem acusar as duas épocas na Luz, voltou ao circuito normal, de onde não deveria ter saído, ingressando no Santa Clara e depois no Desp. das Aves onde ainda se encontra. Antes de chegar ao Benfica passagens por Leixões, Desp. Aves e U. Leiria.

E caso estejam a perguntar-se, SIM, Sérgio Nunes também marcou um golo ao Benfica, precisamente no ano anterior á sua vinda para o clube, marcou o golo do empate do Leiria aos 89 minutos, num jogo que terminou 1-1.

domingo, outubro 07, 2007

1999/00 - Marco Freitas - 4J 0G

Quando foi conhecida a decisão do Benfica em avançar para a contratação de Marco Freitas, na altura pedra fundamental do Vitória de Guimarães Europeu, pensou-se que o Benfica poderia ter acertado em cheio, finalmente, no mercado interno. Mas quando na época 1998/99, foi anunciado seu empréstimo imediato ao Alverca percebeu-se de imediato (qual terá sido o último jogador a ser emprestado pelo Benfica que tivesse regressado em grande...) que a sua carreira na Luz iria ser uma desilusão. E foi.

Completamente desligado, nunca se impôs de maneira nenhuma na equipa principal encarnada, e confirmou-se ser um daqueles jogadores que não tinha capacidade para manter a qualidade num clube de dimensão superior. Fez um único jogo para o campeonato, e como titular numa derrota precisamente em Alverca. Jogando ainda o jogo na Taça Uefa frente ao Celta de Vigo na 2ª mão da eliminatória maldita.

Nascido em Angola, chegou a ser forte possibilidade para integrar a selecção nacional Portuguesa, algo que acabou por nunca conseguir, optando anos mais tarde por representar a selecção Angolana. Regressou rapidamente ao Alverca (qualquer barrete Benfiquista que não acabasse no Alverca naquela altura é que era caso de estudo), onde ficou só na época de 2000/01.

Iniciou a carreira na Madeira, ao serviço do Machico e Nacional, até ingressar no Vitória de Guimarães, clube no qual viveu os melhores momentos da carreira, depois Alverca, Salgueiros, Felgueiras, Pontassolense regressando ainda ao Machico.
Ah, e está claro que o Marco Freitas não perdeu a oportunidade de marcar o seu golito ao Benfica ao serviço do Alverca, no ano em que estava emprestado pelos encarnados aos ribatejanos. Atente-se bem a quem o Marco Freitas está a dar a mão na apresentação do plantel 99/00 da equipa benfiquista...

domingo, agosto 12, 2007

1998/00 - Jorge Cadete - 22J 3G

Jogou quase sempre de verde e branco ao longo da sua carreira, e foi exactamente em clubes com essas características visuais que conseguiu marcar golos (Setubal, Sporting e Celtic) parecendo ter um certo complexo quando jogou noutros clubes.

Chegou ao Benfica numa época em que a confusão e o descalabro eram evidentes, onde, apesar de continuar a ser "o Benfica", o clube era gerido como uma qualquer colectividade amadora.

A sua forma fisica também nunca ajudou e cedo se percebeu que Cadete não era mais que uma caricatura daquilo que já tinha sido, por outro lado e apesar de uma época com muitos golos na Escócia (33 golos em 41 jogos em 1996/97), apanhou no clube um treinador escocês que não o conhecia de lado nenhum (até para os escoceses o campeonato escocês deve ser chato), e que nunca lhe deu grandes oportunidades, na realidade, em um ano de clube (estreou-se em Janeiro de 99 e despediu-se em Dezembro de 99) apenas três golos (Beto marcou quase tantos na própria baliza como o Jorge na baliza certa) contra Rio Ave, Campomaiorense e Chaves, tendo realizado apenas 7 jogos como titular (5 para o campeonato).



Saiu, por empréstimo no mercado de Dezembro, para o futebol inglês rumo ao Bradford City, para na época seguinte ser emprestado ao Estrela da Amadora. Definitivamente desvinculado do Benfica, regressou á Escócia, ao Patrick Thistle, para terminar depois ingressar no Pinhalnovense e finalmente no São Marcos. Jogou também no Brescia, no Celta de Vigo e claro no Celtic de Glasgow. Participou em reality shows, inaugurou uma escola de futebol.
Esteve no Euro 96 (1J 0G).



Ah e já agora, Cadete também marcou ao Benfica, um golo pelo Setúbal, um golo pelo Sporting (3-6).

domingo, agosto 05, 2007

1998/00 e 2001/2002 - Hugo Porfírio - 18J 2G

Hugo Porfírio faz parte do vasto de rol de jogadores portugueses (e curiosamente quase todos da mesma geração) que se constitui como uma grande promessa, "para o ano é que eu me afirmo", mas que invariavelmente se arrastam pelos relvados até desaparecerem das primeiras ligas e se dedicarem de vez aos eventos sociais enquanto fazem uma "perninha" num clube das divisões secundárias.


Porfírio tinha qualidade, mas por um motivo ou por outro, nunca se impôs em nenhum clube, nem mesmo nas suas incursões por Inglaterra e Espanha, onde não deixou grandes saudades.

A dada altura da sua carreira, ainda com o estatuto de grande promessa bem colado ao corpo, participou no fiasco que foi o Austrália 93 (2J 0G) , em Sub-20, selecção onde se encontravam também outras promessas, como Bambo, Poejo, Pedro Henriques, Costinha (GR) e Litos. Em 1996, e depois de uma época interessante ao serviço da União de Leiria, foi surpreendentemente convocado para o Europeu em Inglaterra, onde jogou 14 minutos contra a Turquia. No Benfica, é dificil de adjectivar o que realmente Porfírio fez.




Em três épocas, 6 jogos em cada uma delas, 2 golos para a Taça de Portugal, e um jogador sempre fora das opções dos diversos treinadores que apanhou (Graeme Souness, Sheu Han, Jupp Heynckes e Jesualdo "tenho medo dos adeptos" Ferreira), fazendo sobretudo carreira na equipa B do clube onde, aí sim, era presença assídua.



Antes de chegar á Luz, Sporting, Tirsense, U. Leiria, West Ham, Racing Santander, Nothingam Forest, depois Marítimo, Al Nassr, 1º Dezembro, Oriental e Pinhalnovense onde jogará a época 2007/08.

sexta-feira, junho 01, 2007

1996/98 - Jorge Soares - 35J 2G

A primeira imagem que me vem á cabeça quando oiço falar em Jorge Soares, é a do golo de jardel na Luz (no video ao minuto 2:29) em que este teve tempo para saltar, parar a bola no peito, olhar para a baliza e marcar golo nas calmas, isto tudo dentro da grande área. Marcou, digo eu, toda a sua carreira no Benfica, que já de si não era famosa.
Com a saída de Helder, ainda no tempo de Autuori, assumiu-se titular da defesa ao lado de Bermudez, sem nunca se impor, e dando, de tempos a tempos, as famosas argoladas que se conhecem. Conheceu ainda, como jogador do Benfica mais três treinadores, sendo razoalvelmente utilizado por todos.


Faz parte, do enorme grupo de jogadores que marcou ao Benfica, sendo que no caso do Jorge, marcou no ultimo minuto de cabeça em pleno estádio da Luz (E eu estava lá) pelo Farense, quando já há muito estava contratado pelo clube.

A sua carreira teve maioritariamente dois destinos, o Algarve, onde esteve no Farense e agora no Louletano (onde a propósito marca agora golos como este), e a Madeira, onde jogou no Maritimo e no União da Madeira.

Agora aquele golo do jardel nunca mais o esqueceremos....

quarta-feira, maio 02, 2007

1995/97 - Marinho - 45J 2G

De Marinho se pode dizer que foi o primeiro a sentir na pele que substituir Veloso não ia ser (e não foi) tarefa fácil. Depois de 6 anos no sporting, decidiu mudar de lado, e veio para o Benfica.

Passou perfeitamente despercebido de águia ao peito, isto embora tenha feito muitos jogos com a camisola encarnada, quase sempre a titular (o que olhando ás alternativas para a sua posição não era de facto dificil), sendo o seu momento de glória uma excelente exibição em Florença, contra a Fiorentina (vitória 1-0, golo de Edgar, e eliminação, na mesma, da Taça das Taças), compensada com muitas exibições mais ou menos para o fraquinho.

Conseguiu ser treinado no Benfica por 4 treinadores em 2 anos, "Rei" Artur, Mário Wilson, Autuori e Manel "Eu é que sou o Maior" José, jogando, a titular, com todos eles, o que também é facto digno de registo.



No Benfica marcou dois golos, este contra o Dragões Sandinenses (oportunidade de rever também a estreia de Valdir, que não é flop) e mais um contra a União de Leiria.

Depois do Benfica (onde conquistou ainda assim uma Taça de Portugal), passagens por Alverca, Campomaiorense e Estrela da Amadora onde terminou a carreira, depois de alguns interregnos.
Tem o nível II de treinador, e está neste momento e segundo o próprio num momento de indefinição.

quinta-feira, abril 12, 2007

1994/95 - Amaral - 14J 1G

No verão anterior, Pacheco e Paulo Sousa, tinham saltado do barco a tempo de serem goleados em Alvalade por 6-3, a resposta de Damásio não podia ser mais desastrosa, contratando dois Craques, Amaral e Marinho. Nem um nem outro tiveram qualquer sucesso no Benfica, como seria aliás de esperar de dois atletas que ao longo das suas carreiras nunca ultrapassaram o medíocre. Amaral era mais um campeão do Mundo de Riade que lutava desesperadamente por sair do esquecimento, e o Benfica era nessa época uma equipa em auto-destruição pelas mãos da dupla Damásio/Rei Artur.

Sem nunca se conseguir impor completamente na equipa titular do Benfica, Amaral teve, no entanto, a hipótese de começar cedo a ser decisivo em jogos a sério, estávamos, porém, numa altura em que era impossivel ganhar nas Antas, e o seu golo aos 90 minutos da 2ª mão da Supertaça de 1994/95 foi anulado por qualquer coisa que ainda hoje tenho dificuldades em classificar (não houve fora de jogo, nem falta, foi simplesm
ente anulado por um consciente Donato Ramos que percebeu que aquilo não era tempo de se marcar um golo naquele estádio, está nas regras).


Foi o mais perto que Amaral esteve de ser um bem amado dos adeptos. Depois, apenas um golo de trivela ao Chaves na Luz, muitas lesões, e a despedida rumo ao Felgueiras, Belenenses, Setubal, Atlético, entre outros. Terminou a carreia no Beira Mar de Monte Gordo, sendo hoje adjunto de Litos no Estoril.

segunda-feira, março 26, 2007

1994/95 - Paiva - 0J 0G

Mais uma daquelas contratações que ninguém consegue perceber muito bem qual o objectivo ou sequer qual a mais valia que o atleta poderia trazer a um Benfica campeão. Formado no Marítimo foi contratado para o Benfica na época em que se pode dizer pode dizer que o pesadelo teve início.
Nunca, obviamente, jogou no Benfica, sendo de imediato emprestado ao Famalicão (talvez uma espécie de agradecimento ao clube pelos belíssimos dois golos de celestino na própria baliza nos 8-0 da época anterior), e cessou no final da época a sua ligação ao clube. Seguiram-se o Farense, o Guimarães, o Santa Clara, o Maia e hoje em dia disputa a 2ª divisão B ao serviço do União da Madeira.
Nunca conseguiu no entanto ao longo das épocas justificar o porquê de, um dia, o Benfica se ter interessado por si.

sexta-feira, março 23, 2007

1991/92 - Pedro Valido - 4J 0G

Voltando atrás. È um daqueles casos em que flop não será talvez o termo correcto. Um jogador que é campeão do mundo de Juniores e teve carreira média na primeira divisão só está aqui porque na realidade nunca foi opção no Benfica. As primeiras lembranças que tenho dele são das bancadas da Luz, e da sua fotografia a amarelo no ecrã gigante da antiga Luz (possivelmente a mesma que aparece ali no canto superior direito, mas a amarelo), nos tempos em que os mesmos ainda funcionavam. A sua foto aparecia, mas eu nunca me lembro de o ver jogar, era, portanto, apenas mais um que fazia número no banco de suplentes.
Apesar de ter sido Júnior no clube, foi cedido e depois de novo contratado, para ser depois definitivamente dispensado. Fez toda a sua formação no Atlético (Iniciou-se no Domingos Sávio), passando para o Benfica apenas nos Juniores.
Nos Seniores iniciou-se no Estoril, depois Feirense e Gil Vicente, regressando depois ao Benfica. Saiu para o Marítimo, Est. Amadora, Tirsense, Belenenses, Felgueiras, Alverca, Amora, Operário dos Açores, Atlético, Seixal e finalmente Beira Mar de Monte Gordo onde finalizou a carreira ao lado do flop Amaral e de Luís Carlos.
Actualmente treina o Atlético do Cacem.

terça-feira, março 20, 2007

1998/99 - Nandinho - 4J 1G

Faz parte daquele tipo de contratações que se enquadra num certo padrão de grandes promessas que o são tanto com 20 como com 35 anos. As eternas promessas. Nandinho foi, sempre, pelos clubes por onde passou um dos seus principais jogadores, na época anterior á sua passagem ao Benfica marcou 13 golos no campeonato pelo Salgueiros. Já para não falar dos obrigatórios e necessários golos ao Benfica, marcou-lhe 2 golos em época distintas, sinónimo na altura de contratação certa.
Na Luz a época era demasiado complicada e qualquer contratação se arriscava a não ter sucesso, e não teve. Pelo Benfica um unico grande momento, que mesmo assim foi pequenino. Golo ao Alverca (de Maniche, que fez o 1-2, e Marco Freitas, que fez o 1-1, Poborsky tinha feito o 1-0) no ultimo minuto que empatou o jogo na Luz, tempos dificeis. Souness, preferia os Britânicos e por isso com ele Nandinho fez apenas 2 jogos a titular e outros 2 como suplente utilizado.

Em Dezembro foi emprestado, ao Alverca onde fez, indirectamente, muitos benfiquistas sorrir, 3 golos 3 ao sporting.
Depois, Guimarães, Gil Vicente e agora Leixões onde luta por regressar á primeira liga. Ainda é uma promessa, tem é 34 anos.