sábado, dezembro 23, 2006

1995/97 - Luíz Gustavo I - 14J 0G - Luis Gustavo II - 14J 2G

Voltando atrás algumas épocas vamos encontrar uma espécie de virus que afectou o plantel Benfiquista, e que não deixou quaisquer recordações, mas deixou algumas duvidas interessantes. Durante duas épocas o Benfica contou no seu plantel com dois Gustavos, melhor, contou com dois Luiz (com "Z" para não deixar dúvidas) Gustavos, e tanto um como outro não deixaram saudades, e a mim em particular não me deixaram nenhum tipo de recordação, com a agravante de vai não vai os confundir um com o outro. A verdade é que, confesso, não me lembro deles a jogar na Luz, recordo que lá estiveram, recordo-me sobretudo do pé esquerdo certeiro do segundo Gustavo no Marítimo, mas no Benfica não me lembro deles. Mas o facto de não me recordar deles não esconde o facto de ambos terem sido verdadeiramente um fiasco.
O primeiro, Luiz Gustavo da Silva de Avis, fez 14 jogos no campeonato, e saiu em Fevereiro de 96. Consta, que além do Belenenses, terá também passado pelo Sporting, o que não consigo confirmar. Foi Internacional Sub 20 pelo Brasil, jogou além dos já referidos em Portugal, no Cruzeiro, Internacional, Fluminense e União Barbarense, onde terminou carreira em 2001.

O segundo, Luís Gustavo Carvalho Soares, fez também 14 jogos com 2 golos. Saiu no mercado de Inverno, tal como o anterior. Deste tenho a lembrança de 5 épocas no Marítimo onde era eximio marcador de livres directos com o seu pé
esquerdo. No Brasil, jogou no Botafogo. Tanto um como outro, entraram e saíram sem deixar rasto, e sem deixar quaisquer saudades.

terça-feira, novembro 28, 2006

1997/98 - Paulo Nunes 8J 2G

Contratação que é contratação, Flop que é Flop, tem sempre por trás uma boa dose de polémica, nesse verão não se falava de outra coisa, Paulo Nunes, goleador do Grémio campeão da Libertadores e Brasileiro pelo Grémio, era seguido de perto pelo Benfica, e quase todos os dias se falava de que estava certo, da mesma forma que se falava de que estava com um pé noutro lado qualquer. Confirmou-se a contratação e a estreia no campeonato, como já referi em outro post, foi boa, aliás para Ponta de Lança não podia ter sido melhor. E eu estava lá, estreia na Luz com o Campomaiorense, 2 golos, um deles de calcanhar na sequencia de um canto, vitória por 4-0.
Depois, confirmou o Flop, muitas lesões, indisciplina e rumo a casa em Janeiro.


Arilson de Paula Nunes, jogou depois no Palmeiras, onde voltou a ser Campeão da Libertadores, novamente Grémio, Corinthians, Gama, Al Nasr e Mogi Mirim. Conseguiu ainda ser Internacional "A" Brasileiro em duas ocasiões (esteve, como sub-20, no Mundial de 91 em Portugal) no periodo pré Benfica (3 e 29 de Junho de 1997) o que muito contribuiu para o interesse do Benfica e no Braço de Ferro para a sua contratação.





Aqui está ele a fazer aquilo que pouco fez na Luz, golo... e atenção ao assistente também bastante conhecido, mas infelizmente com outro sucesso.

sábado, novembro 18, 2006

1997/98 - Gaston Taument - 20J 1G

Nunca é de mais referir que grande parte dos que aqui têm aparecido chegaram rotulados de craques (grande parte, não todos, não creio que tenha passado pela cabeça de ninguém rotular de craque o King...), este como é óbvio não foi excepção.
Com presença num Mundial (1994) e Europeu (1996), e vindo de uma época em grande no Feyenoord, foi desastroso na Luz, nenhum rasgo, pouca disponibilidade, e o mais que conseguiu foi iniciar o fim da sua carreira. Marcou para a Taça ao Rio Ave na Luz, e ficou-se por aí, saindo do clube ainda antes do final da época sem deixar saudades. A memória que fica é a guedelha longa, a incapacidade para desiquilibrar e a forma rápida e eficaz como foi despachado em Fevereiro de 1998. Fez 16 jogos para o Campeonato, 2 para a Taça Uefa (o Benfica foi eliminado pelo Bastia...) e mais 2 para a Taça de Portugal. Nunca conseguiu, realmente, deixar de ser mais do que um capricho de Manel "Eu é que sou o maior" José.

Depois, passagens igualmente desastrosas por Anderlecht, Ofi Creta e por fim Rapid Viena, terminando a carreira na época 2001/02.

domingo, novembro 05, 2006

1997/98 - Leónidas Ferreira - 5J 0G

O que se pode dizer deste craque que correu o futebol Moscovita de uma ponta á outra (Spartak, Dinamo, Torpedo, CSKA, etc)?
Lembro-me da nossa estreia nessa época, num jogo com o Campomaiorense na Luz, em que estive presente, e como diz o outro, tive uma "ilusão muito grande" vi o Benfica de Manel "eu é que sou o maior" José, com craques de primeira água, como o referido Leónidas (não saiu do Banco), Jorge Soares, Bruno Caires, Taument e Paulo Nunes, Vencer por 4-0. A ilusão desvaneceu-se rapidamente, o Benfica não voltou a ganhar até á 7ª jornada.
Voltando ao Leónidas basicamente só me lembro de que marcava uns cantos e tinha alguma qualidade (palavra forte...) nas bolas paradas, depois... bem depois desapareceu por completo. Julgo que terá saído ainda em Janeiro, já soube o comando de Souness, para o Alverca.
No Brasil, jogou (pouco ou nada) no Grémio de Porto Alegre, no inevitável Corinthians Alagoano, no Corinthians, e no Atletico Paranaense. Depois do Benfica perdi-lhe por completo o rasto, não era dificil também...

sábado, outubro 21, 2006

1996/97 - Glenn Helder 12J 1G

Chegou, tal como sucede na maioria dos "barretes" com pompa e circunstancia, fruto de duas epocas pouco conseguidas em Londres. Produto das escolas do Ajax (também lá há disto...), notabilizou-se ao serviço do Vitesse, despertando então o interesse do Arsenal, que ao aperceber-se do que tinha em mãos emprestou-o ao Benfica, na Luz esteve quase sempre muito apagado (eu diria sempre, vá...). Estreou-se (0-0 com Marítimo), Despediu-se ( 1-1 com Estrela) e Marcou ( 1-1 com Braga) em empates, saldo final um empata de todo o tamanho, que não deixou saudades.
Ao que parece, no Arsenal, gostam bastante dele, não há muito esteve presente na festa de despedida de Bergkamp, na equipa de "estrelas do passado", isto apesar dos seus numeros no Clube serem bastante fracos.
Hoje em dia, depois de experiencias num clube Chinês, na Hungria, e em mais algumas equipas Holandesas, é outra vez internacional Holandês (4 Int. nos AA) mas desta vez no Poker. Faz ele bem...

quinta-feira, outubro 05, 2006

1996/97 - Lucio Wagner 3J 0G

O que dizer de Lucio Wagner? Lembro-me da sua estreia para o Campeonato no Bessa, num empate 1-1, fez umas arrancadas, e desapareceu nas brumas de mais um plantel de qualidade inqualificável primeiro "contruído" por Autuori, e de seguida "reconstruído" por Manuel "Eu é que sou o maior" José. Jogou sempre como suplente utilizado em apenas 3 jogos, e da mesma forma que apareceu, desapareceu.
Chegou, se não me falha a memória no mesmo pacote que incluía Caju, Deco e um tal Marcos Alemão (que a propósito anda ainda a jogar nos Distritais do Brasil), nenhum destes jogou no Benfica (POIS!!), mas todos jogaram no Alverca, incluindo, Lucio Wagner.
Depois de uma travessia do deserto, em que passou por vários clubes brasileiros e onde foi ainda treinar ao Sevilha, foi parar á Bulgária, e parece que teve sucesso, de tal forma, que em Maio de 2006, se tornou internacional Bulgaro, aparentemente não existirá melhor lateral direito no País. Curioso como no Pacote em que veio inserido as naturalizações serem, digamos, normais.
Nas ultimas semanas os mais atentos poderão tê-lo visto a jogar contra o Chelsea na ultima jornada da Liga dos Campeões.

sexta-feira, setembro 22, 2006

1995/96 - Paredão - 12J 1G

Quando chegou juntamente com Marcelo, vinham do Tirsense, onde ao que parece eram craques, digo ao que parece porque os melhores desse Tirsense nem sequer fizeram grande coisa em Portugal casos de Giovanella e Christian. Marcelo apesar de fraquinho ainda fez (muita pouco) alguma coisa, já Paredão foi um desastre completo. A começar pelo nome, ninguém pode ser bom jogador de futebol e chamar-se Paredão, percebo que se queira dar ênfase ao facto do homem parecer uma parede, e realmente a sua qualidade tecnica assemelhava a uma parede em movimento. Teve o sucesso esperado, e foi lançado para Inglaterra, onde mudou de nome, passou a ser Emerson Thomé, e aparentemente o seu estilo trapalhão e de pontapé para a frente teve sucesso (eu diria que foi do nome), e conseguiu carreira assinalável com passagens por Sheffield Wed, Chelsea (na altura era só mais um clube), Sunderland, Bolton, Derby Country e Wigan. Parece que agora espalha o perfume do seu futebol pelo Japão no Visel Kobe.

segunda-feira, setembro 11, 2006

1994/96 - Paulo Pereira 20J 2G


A imagem que tenho da figura, em primeira análise á minha memória, é de um golo de penalti que nos marcou pelo Porto num empate a três nas antas, em que tentou a todo o custo irritar JVP dando pequenos murros na atmosfera a centimetros do ex-menino de ouro. O Benfica foi campeão.
No ano seguinte, já a meio da época, e depois da dispensa dos lados azuis, ingressou pela mão de Rei Artur no Benfica, confesso que só me lembro de o ver a marcar uns livres, e também uns penalties. Lembro-me de um golo ao Leiria, de Penalti, no Estádio da Luz, jogo a que assisti do Terceiro Anel e onde os jogadores nos pareciam todos pequenas formigas no relvado. Depois desapareceu sem deixar rasto, não tenho muitas informações sobre o que se seguiu na sua carreia e sobre o que fez depois de deixar o Benfica, fica a certeza de que foi mais um extraordinário "barrete" que passou pelo Clube.

terça-feira, agosto 29, 2006

1995/96 - King 1J 0G


Há quem tenha Eskilssons, há quem tenha N'Tsundas, nós temos o King, o pior jogador da história dos piores jogadores do Benfica. Passados 12 anos ainda ninguem conseguiu perceber exactamente o que se pretendia concretamente deste génio do futebol. No Farense e no Braga entretia-se a colocar pontualmente e com segurança as bolas para fora do estádio, no Benfica felizmente só fez meio jogo, já sob o comando de Mário Wilson. Depois de uma época desastrosa, com contratações a condizer, Artur Jorge achou que era altura de acabar com a brincadeira e contratar reforços a sério, além do Tronco já referido, vieram outras maravilhosas pérolas do bom futebol, como Paredão, Luiz Gustavo, Paulo Pereira etc...



Sobre King se pode dizer que veio emprestado pelo Farense (?) e que era absolutamente desastroso, Artur Jorge nunca o utilizou, e Mário Wilson só foi enganado meia parte. Foi mau de mais.
Hoje em dia lança o perfume e a força bruta do seu futebol pelos revaldos Gregos no Ionikos (isto se entretanto não foi corrido, o que era chato visto que o Artur Jorge foi despedido dos tipos da Arábia, e não o podia contratar).

Em Accção com o Real Madrid no Torneio Teresa Herrera em 1995, em que pela amostra devemos ter levado umas quantas batatas (derrota por 2-0 na Meia Final do Torneio)...

quarta-feira, agosto 16, 2006

1994/95 - Tavares e Nelo - 34J 6G e 36J 0G



São os chamados 2 em 1, fizeram o favor de se irem embora em conjunto da mesma forma que vieram também em pacote, foram um autentico desastre, ou melhor eram mesmo uma autentica anedota.
1994/95, foi realmente uma soma de disparates, e estes dois são um disparate duplo, e pensar que em certas ocasiões o Tavares chegou a ser presença assidua na selecção Portuguesa (Presença no Euro 1996!!!) . Em relação a Tavares tinha o hábito (muito em voga para certos pontas de lança e médios na altura) de marcar muitas vezes ao Benfica, no entanto tinha valentes tábuas no lugar dos pés, ainda assim foi muito utilizado por A.Jorge, que, coerentemente (sempre muito coerente a dupla Prof. "palhacinho" Neca, Rei Artur) o mandou passear no fim da época. Marcou 6 golos, sendo que apenas dois foram no campeonato.
De Nelo o melhor (ou o pior, ou vice versa)que se pode dizer é que tinha uma farta e confusa guedelha, que deixava antever já, uma proeminente calvice, de resto este é mais um jogador que contra o SLB, se fartava de acertar livres perigosos dirigidos como misseis em direcção á nossa baliza, a favor do SLB não acertava uma. Foi um desastre várias vezes repetido na equipa titular do Benfica, que no final da época, para que Tavares não fosse embora sozinho, fez questão de o acompanhar. Ambos os jogadores continuaram juntos mais duas épocas, até se separarem para sempre. Tavares já não joga, Nelo ainda se arrasta (Agora careca...) pelos distritais deste País.