segunda-feira, março 26, 2007

1994/95 - Paiva - 0J 0G

Mais uma daquelas contratações que ninguém consegue perceber muito bem qual o objectivo ou sequer qual a mais valia que o atleta poderia trazer a um Benfica campeão. Formado no Marítimo foi contratado para o Benfica na época em que se pode dizer pode dizer que o pesadelo teve início.
Nunca, obviamente, jogou no Benfica, sendo de imediato emprestado ao Famalicão (talvez uma espécie de agradecimento ao clube pelos belíssimos dois golos de celestino na própria baliza nos 8-0 da época anterior), e cessou no final da época a sua ligação ao clube. Seguiram-se o Farense, o Guimarães, o Santa Clara, o Maia e hoje em dia disputa a 2ª divisão B ao serviço do União da Madeira.
Nunca conseguiu no entanto ao longo das épocas justificar o porquê de, um dia, o Benfica se ter interessado por si.

sexta-feira, março 23, 2007

1991/92 - Pedro Valido - 4J 0G

Voltando atrás. È um daqueles casos em que flop não será talvez o termo correcto. Um jogador que é campeão do mundo de Juniores e teve carreira média na primeira divisão só está aqui porque na realidade nunca foi opção no Benfica. As primeiras lembranças que tenho dele são das bancadas da Luz, e da sua fotografia a amarelo no ecrã gigante da antiga Luz (possivelmente a mesma que aparece ali no canto superior direito, mas a amarelo), nos tempos em que os mesmos ainda funcionavam. A sua foto aparecia, mas eu nunca me lembro de o ver jogar, era, portanto, apenas mais um que fazia número no banco de suplentes.
Apesar de ter sido Júnior no clube, foi cedido e depois de novo contratado, para ser depois definitivamente dispensado. Fez toda a sua formação no Atlético (Iniciou-se no Domingos Sávio), passando para o Benfica apenas nos Juniores.
Nos Seniores iniciou-se no Estoril, depois Feirense e Gil Vicente, regressando depois ao Benfica. Saiu para o Marítimo, Est. Amadora, Tirsense, Belenenses, Felgueiras, Alverca, Amora, Operário dos Açores, Atlético, Seixal e finalmente Beira Mar de Monte Gordo onde finalizou a carreira ao lado do flop Amaral e de Luís Carlos.
Actualmente treina o Atlético do Cacem.

terça-feira, março 20, 2007

1998/99 - Nandinho - 4J 1G

Faz parte daquele tipo de contratações que se enquadra num certo padrão de grandes promessas que o são tanto com 20 como com 35 anos. As eternas promessas. Nandinho foi, sempre, pelos clubes por onde passou um dos seus principais jogadores, na época anterior á sua passagem ao Benfica marcou 13 golos no campeonato pelo Salgueiros. Já para não falar dos obrigatórios e necessários golos ao Benfica, marcou-lhe 2 golos em época distintas, sinónimo na altura de contratação certa.
Na Luz a época era demasiado complicada e qualquer contratação se arriscava a não ter sucesso, e não teve. Pelo Benfica um unico grande momento, que mesmo assim foi pequenino. Golo ao Alverca (de Maniche, que fez o 1-2, e Marco Freitas, que fez o 1-1, Poborsky tinha feito o 1-0) no ultimo minuto que empatou o jogo na Luz, tempos dificeis. Souness, preferia os Britânicos e por isso com ele Nandinho fez apenas 2 jogos a titular e outros 2 como suplente utilizado.

Em Dezembro foi emprestado, ao Alverca onde fez, indirectamente, muitos benfiquistas sorrir, 3 golos 3 ao sporting.
Depois, Guimarães, Gil Vicente e agora Leixões onde luta por regressar á primeira liga. Ainda é uma promessa, tem é 34 anos.

quinta-feira, março 15, 2007

1998/99 - Michael Thomas - 25J 1G

"Ele (Michael Thomas) tem Big Balls, por isso jogará sempre na minha equipa" Graeme Souness disse-o, e a verdade é que jogou, se King foi o pior de sempre, Thomas, vem a correr (devagarinho) atrás dele. Chegou á Luz com um curriculo interessante que mostrava mais de 100 jogos por equipas como Arsenal e Liverpool, (chegou aos Reds exactamente pela mão de Souness), mas a verdade é que os adeptos do Benfica só o viram correr com objectividade e sem atrapalhar uma unica vez. Dia 21 de Fevereiro de 1999, Estádio da Luz, o Benfica empatava com o Guimarães e o jogo caminhava para o fim, eis que vindo do nada (na verdade esteve lá parado a jogada toda) aparece o destemido Big Balls a endereçar a bola para a baliza Vitoriana. E o Thomas correu e os adeptos aplaudiram. Acabou aí a relação de leve amizade com a massa adepta benfiquista, tentou depois o Boxe com Kandaurov, e acabou os seus dias de águia ao peito a reclamar por dinheiro e a treinar na equipa B.

O próprio Thomas, considera que não esteve assim tão mal, que o problema eram os adeptos não o compreenderem, e chega a afirmar que Jupp Heynknes contava com ele para a época seguinte, "When Heynckes arrived he said he wanted to play me in the team. There must have been a lot of pressure by the president to stop playing me because he didn't play me", apetece perguntar, porque seria?

Em Inglaterra, Thomas jogou no Arsenal onde esteve 12 anos, sendo um jogador relativamente respeitado, nesse período foi chamado por duas vezes á selecção Inglesa. Mas aquilo de que os adeptos do Arsenal mais se lembram quando se fala em Thomas é deste golo marcado ao Liverpool que valeu aos Gunners o titulo de 1989 o primeiro em 18 anos. Em 1992, mudou-se para o Liverpool para aí ganhar um FA cup, com mais um golo seu. Um goleador este Michael. Seguiram-se as lesões, o Middlesbourough em 1998 e o Benfica. Abandonou a carreia em 2000/01 ao serviço do Wimbledon. Hoje gere uma empresa de Motoristas e de Segurança Privados, "I have a chauffeur company and a security company for high-level individuals. We guard presidents and things like that". O que ainda corre o Thomas.

terça-feira, março 13, 2007

1998/99 - Steve Harkness - 9J 0G

E no tempo dos Britânicos aí está aquele que compete com Michael Thomas como o pior de todos, nunca se percebeu muito bem que espécie de reforço foi este Defesa Esquerdo. Lembro-me do sofrimento que me causou a estreia deste craque, numa derota caseira por 3-0 com o Boavista, em que Ayew e companhia destroçaram uma equipa que mais parecia os veteranos da grã-bretanha (com Thomas, Charles, Pembridge e Saunders).


Chegou como o homem de confiança de Souness para a lateral esquerda do clube mas cedo se percebeu que alguém que não conseguia ser alternativa credível a Bruno Basto não poderia ter um futuro muito risonho no clube.
Proveniente do Liverpool,onde chegou aos 17 anos vindo do Carlisle, conseguiu ser razoavelmente utilizado até partir uma perna e estar afastado dos relvados por 12 meses, Harkness foi depois dispensado por Gerard Houlier, isto depois de já ter passado por empréstimo por clubes como Huddersfield Town e Southend United.
Souness, esse, adorava-o, e defendeu-o sempre, talvez por isso e depois da mais que esperada dispensa da Luz o pupilo seguiu o mestre até Blackburn para uma época desastrosa, seguindo-se Sheffield Wednesday e a finalizar o Chester onde terminou a carreira vergado ao peso das lesões. Dedica-se agora a negócios empresariais e conserva o mau feitio.

Flops no Diário de Noticias e Revista Sábado





Obrigado ao Diário de Noticias, e voltem sempre que ainda há muitos flops para relembrar (infelizmente ou talvez não, dependendo da perspectiva).


E antes do DN, como me alertaram alguns visitantes, foi a Revista Sábado através de Luís Miguel Pereira e do seus Passes Perdidos, a quem também agradeço.


segunda-feira, fevereiro 19, 2007

1988/89 - Richard Daddy Owobokiri "RICKY" - 6J 6G

falta de melhor hoje deu-me para isto, nas ultimas semanas falou-se para aí, e fez-se um "escarcéu" gigantesto por causa do tipo que marcou quatro golos num jogo, ora muito bom ponta de lança já fez quatro golos num jogo, e outros não tão bons também, por isso se justifica este recuo tão abrupto. No caso do Ricky, flop, só mesmo no Benfica, porque passeou classe e golos pelos restantes clubes por onde passou, este nigeriano calmeirão que anos depois se fartou de marcar golos (alguns ao Benfica), mas no Benfica por razões que desconheço o melhor que conseguiu foram seis com a agravante de terem sido todos marcados no mesmo jogo.



Estádio da Luz, 11 de Janeiro de 1989, o Benfica recebia para a Taça de Portugal o Riachense, resultado final, 14 - 1, o bom do Ricky só á sua conta marcou 6 (seis) e ficou-se por aí, saiu do clube na mesma época, e foi marcar golos para o Estrela da Amadora (28 em duas epocas), Boavista (50 em três épocas, uma vez melhor marcador do campeonato) e depois Belenenses já nas ultimas (1 golo apenas). Antes disso, idolo na Nigéria (nunca no entanto se impôs na selecção da qual foi afastado da fase final do Mundial 1994 depois de grande época no Boavista) ao serviço de Sharks e ACB, no América do Rio Janeiro, Vitória da Baía (verdadeiro idolo da Torcida, campeão Baiano e melhor marcador do campeonato), depois Laval e Metz donde saiu para o Benfica.
Voltou ao Brasil no final da carreira para abrir uma escola de futebol que ainda gere. Tendo-se tornado ainda o primeiro africano a gerir uma equipa de futebol na América do sul.

domingo, fevereiro 18, 2007

1998/99 - Gary Charles - 4J 1G

Na era dos Britânicos na Luz poucos se safaram e a grande maioria era na realidade um enorme barrete. No caso de Gary Charles, chegou á luz com uma folha de serviços relativamente interessante, mais de 100 jogos na Premier League, uma perna facturada a Gascoigne (na realidade deve ser por isso que mais é lembrado, para além dos restantes problemas judiciais), duas vezes internacional, e um fiasco no Benfica, nunca foi alternativa a ninguém, e na verdade a sua estadia no clube resume-se a um mês, estreou-se em Março despediu-se em Abril. Depois regressou a Inglaterra para prencher o curriculo criminal, enveredou pelo alcoolismo e talvez por isso começou uma carreia de presidiário, preso por conduzir embriagado, saiu em liberdade condicional, mas cortou a pulseira electrónica para passar férias no estrangeiro. Está neste momento detido por violar a liberdade condicional. Além de Benfica, jogou no Nothingam Forrest, Leicester City, Aston Villa, West Ham e Birmingham City.

domingo, janeiro 21, 2007

1996/99 - Martin Pringle - 55J 8G


Este faz parte do grupo daqueles que apesar de mau, muito mau mesmo, os benfiquistas não esquecem, e ninguem se lembra dele pelos melhores motivos, julgo eu. A história da sua contratação eleva-o á condição de barrete do ano, ou de vários, uma vez que jogou no benfica em várias épocas distintas.
Os Suecos, até então sempre tiveram grande sucesso no Benfica, que contratou alguns dos melhores jogadores do País das décadas de 80 e 90, casos de Stromberg, Thern e Magnunsson. Porém depois da chegada do Carteiro Pringle, alto mas não louro, mas tosco o bastante para ter presença assegurada no lote de piadas que os benfiquistas de vez em quando lá têm que ouvir, e com nome de batata frita da moda, na altura...
De todos os que aqui aparecem, é o que mais jogos realizou, mas quem não se lembra daquele estilo desajeitado e de ponta de lança que marcava menos golos que muitos centrais. Veio do Helsinborg, onde (parece-me a mim que é condição essencial para se ser um flop) marcou ao Benfica num particular, foi para Inglaterra (?) para o Charlton emprestado e depois cedido definitivamente, terminou a carreira pouco depois algures na terceira divisão, no Grimsby Town, com uma perna partida em três sítios. Hoje em dia é Treinador de Futebol Feminino, onde deve ensinar as suas jogadoras a marcar golos... ou então se calhar talvez não ensine...

sábado, dezembro 23, 2006

1995/97 - Luíz Gustavo I - 14J 0G - Luis Gustavo II - 14J 2G

Voltando atrás algumas épocas vamos encontrar uma espécie de virus que afectou o plantel Benfiquista, e que não deixou quaisquer recordações, mas deixou algumas duvidas interessantes. Durante duas épocas o Benfica contou no seu plantel com dois Gustavos, melhor, contou com dois Luiz (com "Z" para não deixar dúvidas) Gustavos, e tanto um como outro não deixaram saudades, e a mim em particular não me deixaram nenhum tipo de recordação, com a agravante de vai não vai os confundir um com o outro. A verdade é que, confesso, não me lembro deles a jogar na Luz, recordo que lá estiveram, recordo-me sobretudo do pé esquerdo certeiro do segundo Gustavo no Marítimo, mas no Benfica não me lembro deles. Mas o facto de não me recordar deles não esconde o facto de ambos terem sido verdadeiramente um fiasco.
O primeiro, Luiz Gustavo da Silva de Avis, fez 14 jogos no campeonato, e saiu em Fevereiro de 96. Consta, que além do Belenenses, terá também passado pelo Sporting, o que não consigo confirmar. Foi Internacional Sub 20 pelo Brasil, jogou além dos já referidos em Portugal, no Cruzeiro, Internacional, Fluminense e União Barbarense, onde terminou carreira em 2001.

O segundo, Luís Gustavo Carvalho Soares, fez também 14 jogos com 2 golos. Saiu no mercado de Inverno, tal como o anterior. Deste tenho a lembrança de 5 épocas no Marítimo onde era eximio marcador de livres directos com o seu pé
esquerdo. No Brasil, jogou no Botafogo. Tanto um como outro, entraram e saíram sem deixar rasto, e sem deixar quaisquer saudades.