terça-feira, junho 19, 2007

1997/98 - Jordão - 8J 0G

O nome faz-nos lembrar alguém que nos clubes por onde passou foi sempre craque (Rui Jordão, a quem aparentemente Adelino José Martins Batista, pediu o nome emprestado), porém só mesmo o nome, o resto faz-nos lembrar mais uma daquelas contratações que leva os adeptos e sócios a questionar vigorosamente "mas para quê?", para quê apostar na contratação deste médio centro Angolano, que no Estrela da Amadora era apenas mais um?
A verdade é que esteve apenas 3 meses no Benfica, contratado por Manel "eu é que sou o maior" José (4 jogos), foi ainda treinado por Mário Wilson (3 jogos), finalmente dispensado por Graeme "big balls" Souness (1 jogo), nunca conseguiu uma unica exibição de qualidade, ou da qual os adeptos se possam lembrar.

Jordão, tem a sua carreira muito ligado ao Estrela da Amadora, onde jogou ainda na época 2006/07, depois de aí ter iniciado a carreira, passando ainda por Leça, Campomaiorense, depois do Benfica, Braga e WBA regressando então ao Estrela.



Pertencerá, sempre, áquele tipo de jogadores dos quais os adeptos do Benfica terão sempre dificuldade em relembrar com a camisola Encarnada. Entrou e saiu e ninguém parece ter dado por isso.

sexta-feira, junho 01, 2007

1996/98 - Jorge Soares - 35J 2G

A primeira imagem que me vem á cabeça quando oiço falar em Jorge Soares, é a do golo de jardel na Luz (no video ao minuto 2:29) em que este teve tempo para saltar, parar a bola no peito, olhar para a baliza e marcar golo nas calmas, isto tudo dentro da grande área. Marcou, digo eu, toda a sua carreira no Benfica, que já de si não era famosa.
Com a saída de Helder, ainda no tempo de Autuori, assumiu-se titular da defesa ao lado de Bermudez, sem nunca se impor, e dando, de tempos a tempos, as famosas argoladas que se conhecem. Conheceu ainda, como jogador do Benfica mais três treinadores, sendo razoalvelmente utilizado por todos.


Faz parte, do enorme grupo de jogadores que marcou ao Benfica, sendo que no caso do Jorge, marcou no ultimo minuto de cabeça em pleno estádio da Luz (E eu estava lá) pelo Farense, quando já há muito estava contratado pelo clube.

A sua carreira teve maioritariamente dois destinos, o Algarve, onde esteve no Farense e agora no Louletano (onde a propósito marca agora golos como este), e a Madeira, onde jogou no Maritimo e no União da Madeira.

Agora aquele golo do jardel nunca mais o esqueceremos....

segunda-feira, maio 21, 2007

1996/97 - Jamir - 22J 2G

Este médio brasileiro proveniente do Botafogo, vinha rotulado de bombardeiro, daqueles que rematam em força, porém esta é uma espécie de jogadores que tem sub-espécies divergentes, ou seja, há aqueles que acertam na baliza, e há aqueles que metem a bola no Colombo, o que era o caso do Jamir. A sua passagem pelo Benfica foi marcada pela discrição, jogou mas é como se não tivesse jogado, não era bem um médio ofensivo, nem era bem um médio defensivo, era qualquer coisa entre estas duas.

Tinha o hábito de festejar golos ás cambalhotas/saltos mortais (o último jogador, que me lembre, que dava cambalhotas quando marcava golos na equipa encarnada foi também ele um valente flop, chamava-se Folha, e no Benfica não rebolou uma única vez), no Benfica só o fez duas vezes, uma para o campeonato, e uma para a Taça das Taças.


Paulo Autuori parecia ter uma predilecção qualquer por Jamir, foi ele o responsável pela sua vinda para o Benfica, vindo do Botafogo, e trabalhou com ele também no Flamengo na época seguinte. Antes jogou no Grémio e São José RS, depois, Flamengo, Alverca, Vasco da Gama, São Gabriel, Portuguesa e Clube de Regatas Brasil, além de uma passagem pelo futebol Peruano. Jogou até há bem pouco tempo numa equipa de veteranos do Esporte Clube São José. Tem 35 anos!

quinta-feira, maio 10, 2007

1996/97 - Marcus Alemão - 0J 0G

Do fundo do baú vem esta potencial estrela chegada do Brasil. Diziam que era ponta de lança, mas ninguém consegue confirmar que alguma vez o tenha sido em Portugal.

Principal destaque da Copa Junior de São Paulo (uma espécie de campeonato de Juniores) onde foi o melhor marcador da competição pelo Corinthians/SP (ao lado de um tal de Deco e de Caju e Lucio Wagner), conseguiu no ano seguinte a passagem para a equipa sénior do clube, onde não teve nenhum sucesso, e de onde veio para o Benfica, juntamente com o trio acima citado.


No Estádio da Luz foi muito feliz a tirar fotografias na estátua do Eusébio, e que me lembre nem chegou a pisar a relva.
Foi emprestado ao Alverca, onde facturou por uma (1) única vez (enquanto outros tinham o sucesso que se conhece), sendo muito fustigado por lesões, foi recambiado para casa nesse mesmo ano.



Chegado ao Brasil a promessa deu lugar á desilusão, e passou por clubes tão conhecidos como o Independente de Limeira, Corinthians/AL, Noroeste, Sertãozinho e Londrina, que é o último clube que se lhe conhece. Continua a marcar muitos golos, nos fortissimos campeonatos da série A - 3 brasileira.
E pode sempre contar aos netos que esteve ao lado da estátua do Eusébio.

quarta-feira, maio 02, 2007

1995/97 - Marinho - 45J 2G

De Marinho se pode dizer que foi o primeiro a sentir na pele que substituir Veloso não ia ser (e não foi) tarefa fácil. Depois de 6 anos no sporting, decidiu mudar de lado, e veio para o Benfica.

Passou perfeitamente despercebido de águia ao peito, isto embora tenha feito muitos jogos com a camisola encarnada, quase sempre a titular (o que olhando ás alternativas para a sua posição não era de facto dificil), sendo o seu momento de glória uma excelente exibição em Florença, contra a Fiorentina (vitória 1-0, golo de Edgar, e eliminação, na mesma, da Taça das Taças), compensada com muitas exibições mais ou menos para o fraquinho.

Conseguiu ser treinado no Benfica por 4 treinadores em 2 anos, "Rei" Artur, Mário Wilson, Autuori e Manel "Eu é que sou o Maior" José, jogando, a titular, com todos eles, o que também é facto digno de registo.



No Benfica marcou dois golos, este contra o Dragões Sandinenses (oportunidade de rever também a estreia de Valdir, que não é flop) e mais um contra a União de Leiria.

Depois do Benfica (onde conquistou ainda assim uma Taça de Portugal), passagens por Alverca, Campomaiorense e Estrela da Amadora onde terminou a carreira, depois de alguns interregnos.
Tem o nível II de treinador, e está neste momento e segundo o próprio num momento de indefinição.

sexta-feira, abril 27, 2007

Olha já fala...

Fui agradavelmente surpreendido pelo convite do Luís Pedro Carvalho da Jornalismo Porto Rádio para falar sobre o meu blog no seu posta@posta.

Consegui não gaguejar e o trabalho final ficou muito agradável, aproveito então para agradecer ao Luís, e convidar os visitantes a ouvir-me aqui.


sábado, abril 21, 2007

1995/97 - Paulão - 28J 3G

Mais uma daquelas contratações com etiqueta de "barraca anunciada", quando chegou ao Benfica, o clube tinha para a sua posição um tal de Vitor Paneira ainda em boas condições mas em conflito permanente com "Rei" Artur que o levou a ser dispensado (juntamente com Isaías).

Acontece que Vitor Paneira ainda deu cabo da vida ao Benfica ao serviço do Guimarães, e Paulão passou ao lado de uma "bonita" carreira.
A época que fez no Vitória de Setubal, antes de ingressar no Benfica indiciava tudo menos uma contratação de um Grande, não fosse, está claro, o inevitável golinho ao Benfica, que foi também o único que marcou ao serviço do Setúbal.


Nas duas épocas ao serviço do Clube, Paulão não passou da intermitência, poucas vezes titular, quase sempre como suplente utilizado, acabou por vencer a Taça de Portugal de 1996, tendo participado apenas em dois jogos ao longo da campanha.
Antes de chegar á Luz, passagens por 1º Maio, Vitória de Setubal, depois Académica, Sp. Espinho, Petro de Luanda, e ASA, onde terminou a carreira de jogador e iniciou a carreira de treinador nas camadas jovens do clube.


Ei-lo a pontapear a atmosfera no jogo de apresentação da época 1995/96, contra o Milan.

quinta-feira, abril 12, 2007

1994/95 - Amaral - 14J 1G

No verão anterior, Pacheco e Paulo Sousa, tinham saltado do barco a tempo de serem goleados em Alvalade por 6-3, a resposta de Damásio não podia ser mais desastrosa, contratando dois Craques, Amaral e Marinho. Nem um nem outro tiveram qualquer sucesso no Benfica, como seria aliás de esperar de dois atletas que ao longo das suas carreiras nunca ultrapassaram o medíocre. Amaral era mais um campeão do Mundo de Riade que lutava desesperadamente por sair do esquecimento, e o Benfica era nessa época uma equipa em auto-destruição pelas mãos da dupla Damásio/Rei Artur.

Sem nunca se conseguir impor completamente na equipa titular do Benfica, Amaral teve, no entanto, a hipótese de começar cedo a ser decisivo em jogos a sério, estávamos, porém, numa altura em que era impossivel ganhar nas Antas, e o seu golo aos 90 minutos da 2ª mão da Supertaça de 1994/95 foi anulado por qualquer coisa que ainda hoje tenho dificuldades em classificar (não houve fora de jogo, nem falta, foi simplesm
ente anulado por um consciente Donato Ramos que percebeu que aquilo não era tempo de se marcar um golo naquele estádio, está nas regras).


Foi o mais perto que Amaral esteve de ser um bem amado dos adeptos. Depois, apenas um golo de trivela ao Chaves na Luz, muitas lesões, e a despedida rumo ao Felgueiras, Belenenses, Setubal, Atlético, entre outros. Terminou a carreia no Beira Mar de Monte Gordo, sendo hoje adjunto de Litos no Estoril.

quinta-feira, março 29, 2007

1996/97 - Washington “Secco” Rodriguez – 0J 0G

Este é um mito da net, é daqueles flops de que praticamente toda a gente se lembra de ouvir falar apesar de ter passado a uma velocidade estonteante pelo Benfica. Faz parte das maravilhosas descobertas de Toni e Simões nas suas bonitas viagens ao Continente Americano de onde regressaram com uma mão-cheia de nada.

O estilo dizia, praticamente, tudo, cabelo comprido e despenteado com fama, e pouco proveito, de excelente médio ala esquerdo, vindo do fortíssimo e afamado futebol dos EUA. O que sempre me fez confusão nestas contratações é o papel do treinador, em que espécie de características se encaixava realmente “Secco” Rodriguez, para que o Benfica se chegasse á frente do Rio Ave (onde fez testes e obviamente não ficou) e lhe roubasse o seu precioso médio ala? Será que Paulo Autuori via futuro nesta pérola uruguaia ao ponto de o levar, juntamente com uma espécie de equipa B do Benfica, a um jogo com o Real em Madrid do qual saiu goleado por 4-0 (fora bolas nos postes e barra)? Em jeito de curiosidade aqui fica a equipa do Benfica nesse jogo de 27 de Agosto de 1996:
BENFICA: Preud Homme; Marinho (Nelson Morais 55), Tahar, Verissimo, Pedro Henriques (José Soares 60); Jamir, Gustavo, Ramirez (Paulo Silva 46), Panduru (Washington 65) Paulao; (Marco Paulo 70), Akwa.

Antes de chegar á Luz, o rápido e tecnicista Washington, actuou no Liverpool Uruguaio, onde era até bastante conceituado sendo nomeado MVP da liga Uruguaia na época anterior á sua passagem para o Dallas Burn (de Hugo Sanchez entre outros veteranos), onde ficou pouco tempo, sendo “emprestado” ao Benfica por 6 meses (Chegou em Agosto de 1996, vindo de uma longa paragem por lesão na virilha). No dia 8 de Dezembro de 1996 os Dallas Burns cederam-no em definitivo e de volta ao seu Liverpool Uruguaio. Em 1997, passou para o Nacional de Montevideu, tendo regressado ao Liverpool para desaparecer de circulação em 1999. Alguém saberá o que é feito desde craque?

segunda-feira, março 26, 2007

1994/95 - Paiva - 0J 0G

Mais uma daquelas contratações que ninguém consegue perceber muito bem qual o objectivo ou sequer qual a mais valia que o atleta poderia trazer a um Benfica campeão. Formado no Marítimo foi contratado para o Benfica na época em que se pode dizer pode dizer que o pesadelo teve início.
Nunca, obviamente, jogou no Benfica, sendo de imediato emprestado ao Famalicão (talvez uma espécie de agradecimento ao clube pelos belíssimos dois golos de celestino na própria baliza nos 8-0 da época anterior), e cessou no final da época a sua ligação ao clube. Seguiram-se o Farense, o Guimarães, o Santa Clara, o Maia e hoje em dia disputa a 2ª divisão B ao serviço do União da Madeira.
Nunca conseguiu no entanto ao longo das épocas justificar o porquê de, um dia, o Benfica se ter interessado por si.