quarta-feira, maio 28, 2008

2002/03 - Emílio Peixe - 2J 0G

Falar de Emílio Peixe enquanto jogador do Benfica é extremamente complicado, nunca fui um acompanhante assíduo da equipa B do clube, e o desafio de me lembrar dos 15 minutos oficiais que teve na equipa principal é em vão, a verdade é que não me recordo dos 2 minutos frente ao Belenenses em 14 de Dezembro de 2002, e dos 13 minutos em 21 de Dezembro de 2002 frente ao Boavista, a partir daqui entre lesões e opções nunca mais Camacho o voltou a chamar para a equipa principal do clube.

Estes minutos de Águia ao peito serviram apenas para Peixe ascender ao lote de jogadores que actuaram no três grandes em Portugal.

Emílio Peixe teve inicio de carreira sénior prometedor, Campeão do Mundo de sub -2o, e considerado o Jogador do Torneio (honra que coube também a jogadores como Diego Maradona, Saviola e Messi, mas também a Ismaeil Matar, Caio e Bismark), teve depois uma carreira que sendo positiva pelas equipas que envolveu, não deixou de ser decepcionante pela real utilização que teve em todas. No Sporting foi jogando sem nunca se impor verdadeiramente, até acabar emprestado ao Sevilha de Toni em 95/96, onde disputou 5 jogos apenas, no Campeonato entre as jornadas 3 e 8, e coleccionou Amarelos (2) e Vermelhos (2), regressou rapidamente ao Sporting, por pouco tempo sendo envolvido na troca "amigável" de jogadores entre Porto e Sporting (Peixe e Costinha para um lado, Rui Jorge e Bino para o outro).

Depois de algumas épocas, sai para Alverca, onde o Benfica o vai buscar no inicio da época 2002/03, saindo de seguida para Leiria onde pouco jogou e colocou ponto final na carreira de futebolista. Tornou-se então treinador do Algarve United/Sindicato dos Jogadores, ganhando depois por geração espontânea lugar nas selecções jovens Nacionais, sendo hoje funcionário da Federação Portuguesa de Futebol.

Na Selecção Nacional, 12 Internacionalizações A, entre 1991 e 1993, e ainda presença, além do Campeonato do Mundo de Sub - 20, no Mundial Sub - 17 na Escócia e nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, onde foi capitão de Equipa.
Em Resumo um jogador da Selecção que, de vez em quando, era convocado para os clube
s.

quarta-feira, abril 23, 2008

2001/04 - Paulo Cabral - 19J 0G

A politica de contratações (nome pomposo para "toneladas de jogadores") fez do Benfica destas épocas uma espécie de heliporto (mais pequeno que o heliporto do outro dos 35 milhões), e no balcão destinado a defesas laterais a fila já dava a volta ao estabelecimento inteiro. E o mais grave é que não havia quem não desse logo pelas falhas.

Paulo Cabral, chegou á Luz a custo zero depois de uma época interessante ao serviço do Belenenses (ai do jornalista/comentador que não lhe desse nota 4 em 5 em todos os jogos que fez nessa época de 2000/01), onde foi hiper elogiado e onde chegou a Internacional A pela selecção portuguesa, mas o que é certo é que este lateral direito tinha já 28 anos quando tudo lhe aconteceu, e foi o Benfica que o acolheu no verão de 2001 como um dos reforços de uma equipa acabadinha de desgraçar os registos históricos do clube ficando em 6º lugar.


Fora da Uefa pela primeira vez na sua história, o Benfica voltou a fazer uma época para esquecer, que começou logo na jornada inaugural, com o famoso jogo do "deixem jogar o Mantorras", empate 2-2 na Póvoa de Varzim com golo de Cabral... na própria baliza aos 90+1 quando o Benfica jogava já com menos dois jogadores por expulsão de Pesaresi e Porfirio.



Para Cabral, além do autogolo, 13 jogos em 15 jornadas sempre como titular, mas sem nunca deslumbrar, acabando por se lesionar com alguma gravidade, só regressando á equipa 3 meses depois. Em resumo 13 jogos em 15 Jornadas, para depois desaparecer e realizar 4 jogos apenas, em duas épocas.


Participou no famoso jogo com o Gondomar, e despediu-se oficialmente a 1 de Junho de 2003 no Estádio Nacional frente ao Guimarães, apesar de ter continuado no clube na época seguinte, e de treinar inclusive com o plantel principal mas sem nunca fazer parte do mesmo. Era um jogador mediano que teve o seu protagonismo e desapareceu, fazendo apenas uma época mais após sair da Luz.
Jogou no Joane, Tirsense, Vizela, Aves e Belenenses onde acabou a sua carreira após dispensa de Carlos Carvalhal no fim da época 2004/05.

segunda-feira, março 31, 2008

2001/02 - António Lopes "Toni" - 1J 0G

O que nasce torto tarde ou nunca se endireita, não sei se o Toni nasceu torto, mas que a sua contratação foi uma enorme confusão lá isso foi, contratado por um "fundo de investimento" inglês, foi á Bélgica treinar ao Antuérpia mas acabaria contratado pelo Benfica a custo zero. Chegado em Agosto só pode ser inscrito em Dezembro, após a Fifa ter emitido um certificado provisório.

Este defesa direito, revelação da época 2000/01, ao serviço do Farense, teve no Benfica uma passagem longa e fugaz ao mesmo tempo, longa pois esteve um ano inteiro no plantel (embora treinasse regularmente com a Equipa B) metade dele sem poder actuar por burocracias a outra metade por opção, fugaz porque foram apenas 84 minutos oficiais.


Fez apenas um jogo, no Estádio dos Barreiros, por sinal na última jornada do campeonato, com derrota para o Benfica (2-3, ultimo jogo de Mantorras ao mais alto nível) e expulsão com vermelho directo após cometer o Penalti do 2-3, em resumo 84 minutos de águia ao peito, mais quatro jogos na equipa B e descida á 3ª Divisão.

Foi a ascensão e queda da jovem promessa, das camadas jovens do Vitória de Setúbal, passando pelo Lusitano de Évora e Farense, chegou á Luz, dispensado, entrou no Beira Mar envolvido no negócio de Cristiano, após duas épocas nos aveirenses mudou-se para a Suíça e para o Servette, em 2006/07, actuou em Espanha ao serviço do Zamora.

quarta-feira, março 05, 2008

2002/03 - Éder Bonfim - 5J 0G

Foram apenas 5 jogos e dois meses de Águia ao peito (na verdade foram 6 meses, mas só teve utilização real de Setembro a Novembro), o suficiente para se perceber que, o então jovem lateral direito, não tinha pedalada para assumir-se num clube como o Benfica. Desses 5 jogos oficiais, todos para o Campeonato Nacional, 3 vitórias e 2 derrotas, numa delas esteve em plano de evidência, numa derrota para o Porto de Mourinho nas Antas. O Benfica pôs-se em vantagem logo aos 3 minutos, depois entrou Éder em acção, empatou com um vistoso auto-golo ainda na primeira parte, para ser expulso com vermelho directo na 2ª por falta que não cometeu sobre Deco, livre do qual resultaria o 2-1 final.



Despediu-se do Benfica com outra derrota, frente ao Varzim, num jogo que também marcou a despedida de Jesualdo "Dragão de Ouro desde pequenino" Ferreira do Benfica. Com a chegada de Camacho foi dispensado e emprestado ao Estrela da Amadora na época na II Liga.


Fez depois carreira interessante e regular em vários clubes portugueses, primeiro passagem por SC Braga, seguindo-se Vitória de Setúbal onde venceu a Taça de Portugal (frente ao Benfica pois claro), passando depois para o União de Leiria onde ainda se mantém.

Chamada de atenção final para esta foto da apresentação dos reforços no Estádio da Luz época 2002/03, a foto é excelente, mas tenho dificuldades em enumerar o que é mais doloroso, se o Estádio em ruínas, se a horrorosa cor de equipamentos, se a qualidade dos reforços (reforços??!) apresentados...

terça-feira, fevereiro 12, 2008

2001/02 - Emanuele Pesaresi - 12J 0G

Pesaresi tem o título de primeiro Italiano a actuar no Benfica (e só não é o único porque anos depois chegou um italiano a sério), completamente desconhecido (basta ver a capa de Record que anuncia a contratação de Pesaresi com uma foto de Paolo Negro... antes fosse) e bastante pesado, nunca em qualquer momento justificou o empréstimo da Lázio (na verdade quer-me parecer que o clube Italiano se quis desfazer de um fardo atendendo ao número de jogos que efectou pelo clube romano), de facto começou mesmo a sua aventura por terras lusas da melhor maneira, empate com o Varzim 2-2, exibição desastrosa após estar a ganhar 2-0, e expulsão.


Defesa Esquerdo, que vinha suprimir a vaga de todos os outros defesas esquerdos anteriores que não conseguiram suprimir coisa nenhuma (alguns exemplos estão ali no arquivo), acabou também ele por não suprimir grande coisa, nos dez jogos que fez para o campeonato o Benfica sofreu 13 golos. Para a despedida expulsão na Luz com o Boavista.


Foi rápida e muito discreta a passagem do italiano pelo Benfica, entrou e saiu sem se dar por isso, regressando no final da época a Itália e para o Chievo, antes disso além da Lázio, passagens sempre discretas por Ancona, Sampdória e Nápoles.

Depois Ternana, Torino, Pescara e actualmente joga na Série B italiana ao serviço do Triestina.


domingo, janeiro 20, 2008

2000/01 - Daniel Carvalho "Dani" - 5J 0G

Formado no lado contrário da segunda circular (e em muitas discotecas e bares das diversas cidades onde jogou/pernoitou), é o expoente máximo da categoria de jogador de futebol "Eterna Promessa".

Teria, se estivesse para aí virado, sido um extraordinário jogador de futebol, mas não passou de mais um que, de vez em quando, tirava da cartola um lance de qualidade. Chegou á Luz, como de costume, rotulado de tudo (de génio para cima), e saiu pouco mais de um mês depois de ter chegado, com muitos quilos a mais e em litigio com o Clube.

Cedo se percebeu que a aventura de Dani (que era um futebolista atipico, sobretudo por conseguir falar sem repetir dez vezes "penso que... acho que"), não iria durar muito tempo. Por outras palavras, enquanto jogador do Benfica, frequentou mais vezes a noite Lisboeta que o campo de treinos. Dos 5 jogos realizados, todos para o campeonato e todos com Mourinho, não se pode dizer que tenha desiludido , mas também nunca deslumbrou por aí além, sendo dispensado numa altura em que estava a ganhar espaço na equipa, acabando cedido ao Atlético de Madrid que estava então na II liga espanhola.



Muito conhecido nas Noites das principais cidades europeias, jogou na Noite de Londres ao Serviço do West Ham, deixou saudades na Noite de Amesterdão (e não só) ao serviço do Ajax, antes de regressar á Noite Lisboeta e ser transferido para a Noite de Madrid, onde aos 27 anos abandonou de vez o Futebol.


Esteve entre outros no Mundial do Qatar de Sub-20 em 1995, sendo considerado um dos melhores do Torneio (2º lugar na Bola de Ouro e na Bota de Ouro) e foi campeão Europeu de Sub-18 em Espanha em 1994. E ainda no Jogos Olimpicos de Atlanta em 1996 onde esteve em 5 dos 6 jogos de Portugal.

Em 2004 depois de um teste falhado no Celtic de Glasgow, decidiu dar ouvidos a Harry Redknapp, que um dia lhe terá dito, quando ao serviço do West Ham e depois de mais um atraso aos treino, “Não tens vida para isto! Muda de profissão! Estás suspenso!” , e Dani mudou...

sábado, janeiro 05, 2008

2000/01 - André Neles - 10J 1G

E numa altura em que muito se discute se a saída de Bergessio é ou não legitima e se lhe deviam ser oferecidas mais oportunidades (está na moda compará-lo com Lisandro, e dá um enorme jeito a uma quantidade de Pontas de Lança que não marcam a ninguém, dizer "eu sou como o Lisandro, é dar-me mais 30 jogos que eu marco um golo") vêm-me á memória o caso de André Neles, um Ponta de Lança (diziam eles...) que no Brasil é conhecido, entre outras alcunhas, pelo sugestivo nome de André "Balada" em alusão á intensa vida nocturna do avançado.

Já a sua carreira de futebolista nunca foi famosa, proveniente do Atlético Mineiro, chegou rotulado (como de costume) de craque, goleador, etc etc... O Rótulo rapidamente descolou, o momento "mágico" que protagonizou na apresentação frente ao CSKA, desvaneceu-se como que por magia.


Arrastou-se durante seis meses (9 jogos para o campeonato todos como suplente utilizado num total de 221 minutos, 1 jogo para a Taça também como suplente utilizado num total de 19 minutos), nos quais não esteve sequer perto de se estrear a marcar com a camisola benfiquista. O golo acabou por surgir na última jornada, o Benfica precisava de vencer para garantir o 5º lugar e respectivo acesso á Taça Uefa, mas empatou a 4 bolas com o Aves. André marcou o 4-4 aos 89 minutos, sendo que aos 30 minutos o Benfica perdia já por 3-0...



No final da época foi dispensado (juntamente com... Van Hooijdonk), e emprestado ao Marítimo, onde demonstrou as mesmas qualidades evidenciadas na Luz, nenhumas. Regressou ao Brasil, onde actuou no Vitória da Bahia, marcando nessa época nas várias competições 31 golos, o que lhe valeu uma transferência para o Internacional de Porto Alegre, e depois para o Palmeiras, regressou em 2004 ao Atlético Mineiro, voltando de seguida a Portugal e ao Marítimo. Passou ainda por Fortaleza e Ipatinga.



André Neles ou André Guiné, é também e de forma muito curiosa, Internacional pela Selecção da Guiné Equatorial, que defendeu em algumas ocasiões no ano de 2007 (Na foto é o 3º a contar da esquerda).

terça-feira, dezembro 18, 2007

2000/01 - Alejandro Escalona - 11J 0G

Foi, talvez, o pontapé á baliza mais caro da história do Benfica, e mais grave que isso foi um pontapé de trivela e na pré-época diante do fortíssimo Linfeld (imagem á esquerda). De resto currículo impressionante... em termos disciplinares em 11 jogos, 7 Amarelos e 2 expulsões, já para não falar do caso dos passaportes falsos.

Consegue ser um dos poucos flops a completar uma época no Benfica, e por aí se pode aferir do "barrete" que mais uma vez o Clube conseguiu enfiar. Escalona em 40 jogos oficiais, conseguiu realizar apenas 11, sendo que, só foi utilizado por Heynckes (1 jogo) e Toni (10 Jogos).

Até ao escândalo dos passaportes falsos, conseguiu arrastar-se pela Luz sem nunca demonstrar nada de bom, conseguiu provar apenas que, ainda assim, Diogo Luís conseguia ser muitissimo superior em todos os aspectos ao Chileno, mas parece que só Mourinho conseguiu perceber isso.


Internacional Chileno, proveniente do Torino (onde não deu muito uso ao seu passaporte), deixou de ser opção para a sua selecção, a partir do momento em que se descobriu que o seu passaporte italiano não era válido (por outras palavras tinha tantos antepassados italianos como eu tenho antepassados suecos), acabando também por levá-lo a abandonar a Luz com destino ao River Plate, onde fez companhia ao grande
Ricardo Rojas, depois regressou ao Chile (Everton do Chile), foi para o Brasil, ingressando no Grèmio de Porto Alegre, e depois passagem muito fugaz pelo Nautico, regressando ao Chile e ao Everton, onde é companheiro de equipa de Uribe.

domingo, dezembro 02, 2007

2000/01 - Ivan Dudic - 24J 0G

Hoje em dia, Ivan Dudic é, quase unanimemente, reconhecido como um dos piores jogadores que passou pelo Benfica nas últimas decadas, estou no entanto convencido de que se Mourinho não tem saído como saiu a meio da época 2000/01, este seria hoje recordado de forma diferente. Aparentemente Mourinho apostava nele (também porque não tinha mais ninguém para o lugar), utilizando-o em 5 dos 11 jogos que comandou o Benfica, mas sobretudo Dudic fazia parte daquele que começava a ser o onze base de um Benfica em crescendo (culminando aqui), que caíria a pique até ao desastroso final (6º lugar, derrota em alvalade 0-3, com Alverca 0-2, com Gil Vicente 0-3, empate com Salgueiros 1-1 e com o Desp. das Aves 4-4).
Em apenas uma época Dudic (esteve várias épocas ligado contratualmente ao clube, mas entre empréstimos e presenças na equipa B), teve 3 treinadores, Jupp Heynckes (3 jogos), Mourinho (5 jogos) e Toni (16 jogos).




Fica também um desentendimento com Van Hooijdonk (a propósito, jogador extraordinário) durante um jogo com o Alverca, que levou Toni, a perder (0-1) ao intervalo, a deixar o holandês no balneário... derrota por 0-2... golos de Rui Borges e... Ivan Dudic na própria baliza!!



Internacional pela Jugoslávia, com presença no Euro 2000, foi contratado pelo Benfica por indicação de Zoran Filipovic, que no entanto sempre foi avisando "Aguenta bem os 90 minutos sempre a atacar e a defender. Creio que faz bem as duas funções. Não é fácil, contudo, entrar nesta altura num clube como o Benfica. Aquela camisola pesa." Confirma-se.
Demonstrou sempre enormes dificuldades em se impor na equipa benfiquista, fraco a defender, e, sobretudo, demonstrando uma incapacidade gritante em lidar com a pressão de jogar no Estádio da Luz. Em resumo, não era rápido, não era agressivo, não era bom a defender, não esteve muito tempo na Luz.


Ainda como jogador do Benfica, foi emprestado ao Estrela Vermelha, e ao FK Rad Belgrado, esteve na equipa B Benfiquista, antes de ser definitivamente dispensado ingressando no Mons, depois FK Bezanija, Zalaegerszegi da Hungria, joga actualmente no Újpest FC também da Hungria.

sexta-feira, novembro 16, 2007

1999/01 - Ricardo Rojas - 42J 0G

Jupp Heynckes foi o responsável pela contratação deste Argentino naturalizado Paraguaio. De facto Heynckes entrou na história do Benfica, á sua conta tivemos momentos desastrosos e muitas contratações desastradas. A sua (de Rojas) aventura na Luz começou nos Açores contra o Santa Clara, em vitória clara por 3-0, mas de facto, os momentos de felicidade com Rojas foram bem menores do que os de desespero. Rojas foi, por exemplo, defesa direito na derrota na Luz 2-3 com o Belenenses do "foleiro" Fernando Mendes, Rojas foi o defesa esquerdo na derrota em casa para a Taça de Portugal com o sporting (1-3), o que só tinha acontecido uma vez desde 1966, Rojas foi o defesa esquerdo, ou tentou ser, na tragédia de Vigo.

Fez na sua primeira época ao serviço do Clube, 30 jogos em todas as competições, o Benfica terminou em 4º.


É verdade que um jogador não faz uma equipa, mas também é verdade que á jogadores que ajudam mais que outros, e o que é certo é que Rojas estava em todas. Em 2000/01, só fez 12 jogos, entre eles o desastre no porto (0-4) para a Taça de Portugal, em noite chuvosa. O Benfica terminou em 6º.



De Rojas nunca se percebeu se era Defesa Esquerdo se era Direito, e se de facto era mesmo Defesa, tendo em conta os erros e a passividade com que encarava os jogos. A sua permanência na Luz ficará para sempre marcada pelas criticas de Mourinho após a derrota no Bessa (0-1) com golo aos 2 minutos "Na primeira jogada ofensiva do Boavista houve um cruzamento ao primeiro poste e golo. (...) que jogador é este, Rojas? Será que ele percebe português ou tenho de falar em espanhol para ele me entender? (...)". Depois disto Rojas só fez mais 7 jogos pelo Benfica, 5 com Mourinho.



Proveniente do Estudiantes, tinha já jogado também no Libertad do Paraguai, saiu do Benfica rumo ao consagrado River Plate, onde se impôs de certa forma e onde é ainda recordado por este golo, saiu para o Belgrano em 2006/07, tendo sido dispensado no fim dessa época. Esteve presente no Mundial 98 onde não fez qualquer jogo. Também esteve na Copa América 97.