domingo, outubro 19, 2008

2004/05 - Paulo Almeida - 16J 0G


Na mesma equipa do Santos onde brilhavam, entre outros, Robinho, Diego, Elano, Léo e Deivid (o tal que chegou a portugal para reforçar... a selecção Nacional) aparecia no meio campo um jovem Capitão de equipa de quem se diziam maravilhas e que era há algum tempo presença de relevo nas selecções jovens Brasileiras, Paulo Almeida.

A contratação de Paulo Almeida começou a ser tratada ainda durante a temporada anterior (Camacho chegou a comentar a contratação do Médio) mas foi o campeão Trapatonni que com ele trabalhou e que, apesar de tudo, com ele foi Campeão Nacional.


Titular indiscutível desde o inicio da época, perdeu a titularidade depois do desastre na Bélgica com o Anderlecht, cedo se percebeu que o Benfica tinha adquirido uma fotocópia mais jovem de Michael Thomas, lento, acomodado á posição, muitos passes errados.



Trapatonni nunca o abandonou, nem mesmo quando os adeptos começaram a perceber que a qualidade do ex-internacional Brasileiro não correspondia ao "rotulo" que trazia. Utilizou-o em apenas 6 jogos para o Campeonato (3Vit, 1Emp e 2 Der) , tendo no entanto sido convocado para a maioria dos encontros até á 21ª jornada.



Mas foi na Uefa que a sua utilização foi mais notada, participou em 8 Jogos entre Pré-Eliminatória da Liga dos Campeões e Fase de Grupos da Taça Uefa.

Após a época desastrosa que efectuou, foi dispensado por Koeman, integrando a equipa B do clube até Abril de 2006, onde participou na 2ª divisão B, ingressou depois no Corinthians, onde foi pouco feliz tendo tido problemas com Emerson Leão, passou depois pelo Coritiba e Nautico, actualmente aos 27 anos e sem clube esteve prestes a assinar pelo ABC futebol clube em Agosto de 2008, mas não houve acordo de verbas.



Jogou em 2003 a Gold Cup pela selecção brasileira conquistando o 3º lugar. Foi Campeão Brasileiro em duas ocasiões, 2002 e 2004, e Vice-Campeão da Taça Libertadores da América.

terça-feira, setembro 16, 2008

2004/05 - Everson Pereira - 5J 0G


O desafio é de memória, será que na história do Sport Lisboa e Benfica um jogador que não tenha vindo da formação do clube se tornou Campeão com tão poucos minutos em campo? Everson foi Campeão Nacional pelo Benfica. É uma realidade, os seus 11 minutos em campo frente ao Vitória de Setúbal valeram-lhe a faixa, mas não apagaram a desastrosa época (hospitalar) desportiva do jogador. É célebre a sua contribuição no emotivo Boavista-Benfica da última jornada, em que, atarefado, fez papel de cameraman antes, durante e depois do jogo.

Contratado ao Nice, de onde veio já a "recuperar" de uma lesão, passou toda a época entre o ginásio e a enfermaria, e nunca foi opção do Velho Trap pouco dado a mudanças na equipa. Fruto do exagero normal da comunicação social nas contratações dos clubes grandes, vinha rotulado de excelente nas bolas paradas (o que até confirmou...), e, sobretudo, por ter sido um dia pretendido pelo AC Milan (infelizmente parece que os de Milão chegaram atrasados e não levaram o craque...), no Benfica, naturalmente, não fez nada de jeito.


A sua história de Águia ao peito resume-se a cinco jogos, bem distribuidos por todas as competições.
Para a Supertaça, 6 minutos, no Estádio Cidade de Coimbra (0-1).
Para a o Campeonato, 11 minutos, na 9ª Jornada frente ao Setúbal, no Estádio da Luz (4-0), um pontapé livre fraco.
Para a Taça de Portugal, 90 minutos contra o Oriental (3-1), um cartão amarelo, uma bola na trave. MVP da partida, muitos agradecimentos e esperança de... coisa nenhuma.



Para a Taça Uefa, 2 jogos, 45 minutos em Casa frente ao Bystrica (2-0) e 12 minutos fora contra o Beveren (3-0).

Pelo meio, passagens várias pela equipa B (onde chegou a ser suplente...) com Paulo Almeida e Delibasic. Um desentendimento com Argel, e possivelmente um curso intensivo de Cameraman para utilizar em caso de mudança de carreira.


Em 2005/06, 6 meses na equipa B, antes de ser emprestado ao Young Boys da Suiça, na hora da saída declaração lacinante, diz Everson "Não quero ser lembrado como uma das piores contratações da história do Benfica", a meu ver falhou redondamente o objectivo.



Ao longo da carreira passou por diversos clubes e campeonatos, o Brasileiro pelo Paraná, e América, em 1997, mudou-se para a Suiça ao serviço do Servette Genff, depois Bélgica com o RWDM Mollembeck, em 2000 Alemanha, Eintracht Braunschweig, Arminia Bielefeld e VFL Osnabrück, em 2002, mudou-se para França, onde teve realmente sucesso ao serviço do Nice, depois Portugal e o Benfica. Regressou á Suiça em 2006, para representar Young Boys e Neuchatel Xamax. Está actualmente desempregado.

Para finalizar aí está o "Touro" a fazer o que nunca fez no Benfica, jogar á bola, e realizado pelo próprio (video 2).

domingo, agosto 10, 2008

2002/04 - Cristiano Roland - 29J 1G

O Fascínio do Benfica por jogadores medianos que fazem uma boa época em clubes de menor dimensão devia ser caso de estudo. Cristiano Roland, tinha na equipa do Beira-Mar um papel regular, não era sequer cabeça de cartaz, não deslumbrava por aí além, (fez dois golos ao Porto, o que reverte ligeiramente o chavão "se marcas ao Benfica arriscas-te a lá jogar"), mas lá está, fez um época acima do normal.

Vindo de duas épocas desastrosas, fora das competições europeias, a assistir a mais uma razia de entradas e saídas, o Benfica era pouco mais do que uma boa memória, com uma equipa de futebol de qualidade reduzida e sem capacidade para fazer melhor, no entanto as contratações de inicio da época 2002/03 não pareciam (e não foram como se provaria) fazer reverter a situação.

Cristiano era aparentemente um defesa central, embora no Benfica fosse quase sempre defesa lateral esquerdo, vinha com fama de bom marcador de livres, embora o único golo oficial com a camisola encarnada tenha sido de cabeça frente ao Rio Ave na Luz.

Na época de estreia, a desconfiança com o reforço foi aumentando, e é curioso perceber-se que só após a saída de Jesualdo (o homem responsável pela sua contratação) e a entrada de Camacho o Brasileiro começou a ser utilizado com mais regularidade. O Benfica terminaria em 2º, e Cristiano passou despercebido e com o Terceiro Anel "á perna".

Camacho era fã de Cristiano (ou talvez não, uma vez que tentou despachá-lo para Braga, mas acabou por voltar atrás), o Espanhol foi responsável pela insistência em fazer alinhar o Brasileiro, e este faz em 2003/04 uma pré temporada goleadora, com golos de livre, de cabeça, etc, num total de 4 golos. Com o falhanço (habitual) na contratação de um lateral esquerdo, Cristiano acabou por ficar na Luz, fazendo mais uma época demasiado medíocre.


Em 2004/05, após a saída de Camacho, Cristiano é finalmente dispensado ingressando por empréstimo no Belenenses, não sendo muito feliz, regressa á Luz em 2005/06, mas sem lugar no plantel de Koeman reforça a equipa B, antes de rumar ao Juventude da 3ª divisão Brasileira. Passou depois por aventura na Grécia ao serviço do Atromitos. Em 2008, iniciou aventura asiática ao serviço do T&T Ha Noi da 2ª liga Vietnamita, onde o "Rei" é o Português Henrique Calisto seleccionador nacional. Em 2008/09, regressou a Portugal e ao Beira Mar.


Jogou no inicio de carreira no Vasco da Gama e no Grémio de Porto Alegre.

segunda-feira, julho 28, 2008

2001/02 - Quim Berto - 0J 0G

O Benfica vinha do maior desastre desportivo da sua história, do maior descalabro de que há memória, mas, como sempre aliás, as coisas não ficam por aí e o Benfica dispensa Van Hooidjonk e oferece o Campeão Europeu Marchena e mais uns milhões de euros por Zahovic ao Valência. Para compensar os Benfiquistas eis que chegam os habituais "reforços" milagrosos que fazem parte de uma equipa maravilha, que é normalmente o sonho de qualquer treinador etc etc, e foi neste de clima de felicidade (o Benfica tinha acabado de ficar em 6º lugar a dois pontos do 7º) que o Benfica anuncia a contratação de um dispensado do Sporting, Quim Berto... em Setembro anuncia a sua dispensa.



Quim Berto, só jogou no Benfica em particulares, em Junho, António Simões, afirmava com rigor, "
A contratação do Quim Berto corresponde às necessidades do nosso plantel”, correspondeu de facto ás necessidades do plantel do... Varzim clube a que foi cedido em Novembro, primeiro por empréstimo e depois definitivamente.



Quim Berto nada fez para merecer o Benfica, que o contratou vá lá saber-se porquê, mas vingou-se rapidamente. Na época seguinte com uma equipa repleta de ex-benfiquistas "Barbosianos" (um deles regressou esta época á Luz) o Varzim fez o seu campeonato naquele jogo, Quim Berto jogou e fez jogar, marcou de penalti e fez uma assistência, não impedindo no entanto a descida de divisão.


Marcar ao Benfica foi, aliás, algo que Quim Berto fez várias vezes, marcou na Luz em 1995 (derrota 1-3 com Guimarães), em Guimarães e em Campomaior (Luz interdita) em 1997 (derrota 0-1 e 0-2), além do já citado golo pelo Varzim, para um total de 4 golos e quatro derrotas benfiquistas.



Quim Berto, iniciou a carreia sénior no Benfica de Castelo Branco, mas é sobretudo reconhecido como um bom jogador nas suas passagens pelo Vitória de Guimarães, pouco feliz no Sporting (dispensado duas vezes, mas Campeão Nacional em 2000), e nada feliz no Benfica, passou depois pelo Varzim, Estrela da Amadora, Santa Clara e agora aos 36 anos esteve perto de regressar á 1ª Liga ao serviço do Vizela realizando na época 2008/09 todos os minutos da 2ª liga.

segunda-feira, julho 14, 2008

2003/04 - Zach Thornton - 0J 0G

Quando em Janeiro de 2004 se revelou necessária a contratação de um terceiro guarda redes para a baliza do Benfica, poucos apostavam na contratação deste Norte - Americano veterano e já com mais de 200 jogos na fortíssima MLS (a mesma onde agora o Abel Xavier passeia o cabelo amarelo e o Beckham vai de vez em quando aos treinos e entra para marcar uns livres).

Indicado por Daniel Gaspar (treinador de Guarda Redes Luso Americano do Benfica que depois passou pelo Porto e antes pelo Sporting), Zach, que á boa moda do desporto Americano tinha no currículo 4 presenças no AllStar Game, embora só tenha entrado de inicio em 1, nunca foi uma opção válida, passando pelo Benfica sem deixar rasto. Foi ainda Guarda Redes do Ano da MLS em 1998, e internacional Americano em 8 ocasiões.



Na chegada a Lisboa, cedo se percebeu que Camacho estava feliz com o reforço "Não conheço Zach Thornton" disse, e teve quase 6 meses para o conhecer, mas o melhor que o Americano conseguiu, foram alguns jogos pela equipa B ( entre eles, jogos com o Benavilense 7-0, com o Vialonga 3-0 e com o Alcochetense 2-1) e uma única ida ao banco de suplentes da equipa principal no ultimo jogo do campeonato 2003/04 com a União de Leiria.



Zach foi, até agora, o ultimo da dinastia "Simanic" no Benfica, ou seja aqueles que durante grande parte da época treinam afincadamente para ver os outros jogarem.


Regressado aos EUA, ingressou novamente nos Chicago Fire, passando de seguida para (em troca de uma escolha no Draft...) os Colorado Rapids.


Em 2008 está no plantel do New York Red Bulls. No inicio da carreira (1996) foi treinado por Carlos Queiroz nos New York Metrostars.

segunda-feira, junho 30, 2008

2003/04 - Alex - 19J 0G

A passagem deste Médio Ala, transformado em Defesa Direito pelo Benfica foi pouco mais que invisível, pouco utilizado a partir de certa altura e quase sempre com exibições insignificantes, provou que não basta aos clubes apostar em jogadores do campeonato português só por uma boa época e alguns golos, é preciso muito mais que isso.

Muito feliz no Moreirense, onde fez apenas uma época na 1ª liga, 30 jogos e 3 golos no campeonato, o interesse do Benfica foi surpreende, a sua contratação nem tanto. Não se impôs, alternou exibições medíocres com outras menos boas, e nunca foi uma alternativa aos médios ala da equipa (Simão, Geovanni, etc), mesmo assim ajudou a vencer a Taça de Portugal realizando dois jogos no percurso ate á final.


No final da época, com a saída de Camacho, e a chegada de Trappatoni, foi dispensado e emprestado ao Guimarães. Foi transformado em Defesa Direito e realizou um época muito interessante, que lhe voltou a abrir as portas da Luz.
O Benfica foi campeão, e chegou Koeman, que contava com ele para substituir o fugitivo Miguel. Suplente não utilizado logo no primeiro jogo oficial da época, a final da supertaça, foi titular na apresentação da equipa aos sócios (derrota com a Juventus 0-2) e depois mostrou-se insatisfeito e com vontade de reforçar os Alemães do Wolfsburg. Foi, e teve uma primeira época muito interessante.

Ainda como jogador do Guimarães foi a chamado á selecção nacional, pela mão de Scolari, três jogos completos com Eslováquia, Estónia e Egipto e uma convocatória para o jogo com o Luxemburgo, fizeram dele internacional português. Depois épocas de escassa utilização na Alemanha, onde ainda permanece esta época, levaram a que caísse no esquecimento a nível nacional.


Não era, mas passou a ser, mais um defesa direito na história Benfica.

quarta-feira, maio 28, 2008

2002/03 - Emílio Peixe - 2J 0G

Falar de Emílio Peixe enquanto jogador do Benfica é extremamente complicado, nunca fui um acompanhante assíduo da equipa B do clube, e o desafio de me lembrar dos 15 minutos oficiais que teve na equipa principal é em vão, a verdade é que não me recordo dos 2 minutos frente ao Belenenses em 14 de Dezembro de 2002, e dos 13 minutos em 21 de Dezembro de 2002 frente ao Boavista, a partir daqui entre lesões e opções nunca mais Camacho o voltou a chamar para a equipa principal do clube.

Estes minutos de Águia ao peito serviram apenas para Peixe ascender ao lote de jogadores que actuaram no três grandes em Portugal.

Emílio Peixe teve inicio de carreira sénior prometedor, Campeão do Mundo de sub -2o, e considerado o Jogador do Torneio (honra que coube também a jogadores como Diego Maradona, Saviola e Messi, mas também a Ismaeil Matar, Caio e Bismark), teve depois uma carreira que sendo positiva pelas equipas que envolveu, não deixou de ser decepcionante pela real utilização que teve em todas. No Sporting foi jogando sem nunca se impor verdadeiramente, até acabar emprestado ao Sevilha de Toni em 95/96, onde disputou 5 jogos apenas, no Campeonato entre as jornadas 3 e 8, e coleccionou Amarelos (2) e Vermelhos (2), regressou rapidamente ao Sporting, por pouco tempo sendo envolvido na troca "amigável" de jogadores entre Porto e Sporting (Peixe e Costinha para um lado, Rui Jorge e Bino para o outro).

Depois de algumas épocas, sai para Alverca, onde o Benfica o vai buscar no inicio da época 2002/03, saindo de seguida para Leiria onde pouco jogou e colocou ponto final na carreira de futebolista. Tornou-se então treinador do Algarve United/Sindicato dos Jogadores, ganhando depois por geração espontânea lugar nas selecções jovens Nacionais, sendo hoje funcionário da Federação Portuguesa de Futebol.

Na Selecção Nacional, 12 Internacionalizações A, entre 1991 e 1993, e ainda presença, além do Campeonato do Mundo de Sub - 20, no Mundial Sub - 17 na Escócia e nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, onde foi capitão de Equipa.
Em Resumo um jogador da Selecção que, de vez em quando, era convocado para os clube
s.

quarta-feira, abril 23, 2008

2001/04 - Paulo Cabral - 19J 0G

A politica de contratações (nome pomposo para "toneladas de jogadores") fez do Benfica destas épocas uma espécie de heliporto (mais pequeno que o heliporto do outro dos 35 milhões), e no balcão destinado a defesas laterais a fila já dava a volta ao estabelecimento inteiro. E o mais grave é que não havia quem não desse logo pelas falhas.

Paulo Cabral, chegou á Luz a custo zero depois de uma época interessante ao serviço do Belenenses (ai do jornalista/comentador que não lhe desse nota 4 em 5 em todos os jogos que fez nessa época de 2000/01), onde foi hiper elogiado e onde chegou a Internacional A pela selecção portuguesa, mas o que é certo é que este lateral direito tinha já 28 anos quando tudo lhe aconteceu, e foi o Benfica que o acolheu no verão de 2001 como um dos reforços de uma equipa acabadinha de desgraçar os registos históricos do clube ficando em 6º lugar.


Fora da Uefa pela primeira vez na sua história, o Benfica voltou a fazer uma época para esquecer, que começou logo na jornada inaugural, com o famoso jogo do "deixem jogar o Mantorras", empate 2-2 na Póvoa de Varzim com golo de Cabral... na própria baliza aos 90+1 quando o Benfica jogava já com menos dois jogadores por expulsão de Pesaresi e Porfirio.



Para Cabral, além do autogolo, 13 jogos em 15 jornadas sempre como titular, mas sem nunca deslumbrar, acabando por se lesionar com alguma gravidade, só regressando á equipa 3 meses depois. Em resumo 13 jogos em 15 Jornadas, para depois desaparecer e realizar 4 jogos apenas, em duas épocas.


Participou no famoso jogo com o Gondomar, e despediu-se oficialmente a 1 de Junho de 2003 no Estádio Nacional frente ao Guimarães, apesar de ter continuado no clube na época seguinte, e de treinar inclusive com o plantel principal mas sem nunca fazer parte do mesmo. Era um jogador mediano que teve o seu protagonismo e desapareceu, fazendo apenas uma época mais após sair da Luz.
Jogou no Joane, Tirsense, Vizela, Aves e Belenenses onde acabou a sua carreira após dispensa de Carlos Carvalhal no fim da época 2004/05.