domingo, outubro 07, 2007

1999/00 - Marco Freitas - 4J 0G

Quando foi conhecida a decisão do Benfica em avançar para a contratação de Marco Freitas, na altura pedra fundamental do Vitória de Guimarães Europeu, pensou-se que o Benfica poderia ter acertado em cheio, finalmente, no mercado interno. Mas quando na época 1998/99, foi anunciado seu empréstimo imediato ao Alverca percebeu-se de imediato (qual terá sido o último jogador a ser emprestado pelo Benfica que tivesse regressado em grande...) que a sua carreira na Luz iria ser uma desilusão. E foi.

Completamente desligado, nunca se impôs de maneira nenhuma na equipa principal encarnada, e confirmou-se ser um daqueles jogadores que não tinha capacidade para manter a qualidade num clube de dimensão superior. Fez um único jogo para o campeonato, e como titular numa derrota precisamente em Alverca. Jogando ainda o jogo na Taça Uefa frente ao Celta de Vigo na 2ª mão da eliminatória maldita.

Nascido em Angola, chegou a ser forte possibilidade para integrar a selecção nacional Portuguesa, algo que acabou por nunca conseguir, optando anos mais tarde por representar a selecção Angolana. Regressou rapidamente ao Alverca (qualquer barrete Benfiquista que não acabasse no Alverca naquela altura é que era caso de estudo), onde ficou só na época de 2000/01.

Iniciou a carreira na Madeira, ao serviço do Machico e Nacional, até ingressar no Vitória de Guimarães, clube no qual viveu os melhores momentos da carreira, depois Alverca, Salgueiros, Felgueiras, Pontassolense regressando ainda ao Machico.
Ah, e está claro que o Marco Freitas não perdeu a oportunidade de marcar o seu golito ao Benfica ao serviço do Alverca, no ano em que estava emprestado pelos encarnados aos ribatejanos. Atente-se bem a quem o Marco Freitas está a dar a mão na apresentação do plantel 99/00 da equipa benfiquista...

sábado, setembro 29, 2007

1999/01 e 2002/04 - Carlos Bossio - 23J -28G

O que esperar da carreira de um jogador num determinado clube quando no seu primeiro jogo ao serviço do Clube tem, só, a responsabilidade de suceder no lugar ao Sr. Michel Preud'homme. Mais, o que fará á moral de um jogador ver o Belga em pouco mais de 5 minutos fazer, aos 40 anos, duas defesas enormes?

Bossio iniciou aí (Benfica 1 - 2 Bayern Munique) uma turbulenta campanha como jogador do Benfica, além de ser muito mal batido nos dois golos alemães, ficou depois a saber-se que existiam complicações referentes á sua transferência do Estudiantes (ficou impedido de jogar durante 6 meses), o que fez com que o quase desconhecido Enke sobressaísse e de que maneira terminando com as esperanças do Argentino em se impor na baliza encarnada. É claro que a qualidade do Guarda Redes das Pampas (Internacional pela Argentina) também não ajudava por aí além, mas estrear-se apenas em Janeiro de 2000, num jogo da Taça de Portugal com o Amora também não.
Nas 4 épocas de águia ao peito, nunca fez mais de 8 jogos para o campeonato, por época, tendo no entanto no curriculo uma Taça de Portugal, ganha no último ano de Camacho no Benfica.



Em tempos dificeis, Bossio conseguiu ainda assim ser treinado por 6 treinadores diferentes, Jupp Heynckes, José "30 Milhões de Especialidade" Mourinho, Toni, Jesualdo "Gondomar, Atlético e Fátima" Ferreira, Chalana e Camacho. Convenhamos que não há-se ser fácil convencer esta gente toda de que não tinha qualidade para jogar. Bossio conseguiu.



Antes de chegar á Luz, passagens por Belgrano e Estudiantes, depois um ano de empréstimo ao Vitória de Setubal, antes da saída definitiva para o Lanús, onde ainda se mantém. Esteve presente no Jogos Olimpicos de 1996 em Atlanta, ganhando a medalha de Prata, e onde defrontou Portugal (de Porfirio, Dani e Peixe, futuros clientes deste blog), empatando a 1-1, num jogo que só deu argentina e em que Nuno Gomes fez o golo português.

sábado, setembro 15, 2007

1999/01 - Cristian Uribe - 17J 4G

No inicio do ano 2000, chegava á Luz um guedelhudo com fama de bom marcador de livres e de grande esperança (tantas...) do futebol chileno e mundial, o inicio foi relativamente prometedor, e o mês de Janeiro foi bastante interessante com 6 jogos e 2 golos, um deles ao Sporting de livre directo na Luz para a Taça, na eliminação benfiquista da Taça de Portugal dessa época. Depois, confirmou-se o equivoco que foi a sua contratação, nunca se percebendo na realidade que posição ocupava no terreno de jogo (vinha rotulado de medio defensivo, mas chegou a actuar com Mourinho a lateral esquerdo). Todos os 4 golos que apontou ao serviço do clube foram de bola parada, três de penalti e um de livre directo.



De resto poucos são os que guardam saudades do primeiro chileno a vestir a camisola benfiquista, e que anos depois o Moreirense fez questão de resgatar para o futebol português.



Cristian Uribe, que actuou ao serviço da selecção chilena de Sub - 20, que disputou o Mundial no Qatar em 1995, e teve umas quantas internacionalizações pela selecção A, iniciou a carreira ao serviço do Huachipato, onde se destacou, passando depois pelo Colo-Colo, antes de chegar á Luz pela mão de Jupp Heynckes, depois regressou ao Huachipato, passando ainda por Portuguesa dos Desportos, Deportes Concepcion estando actualmente ao serviço do Everton do Chile.

quinta-feira, setembro 06, 2007

1999/00 - Samuel Okunowo - 12J 1G

Se há jogadores de futebol que se podem considerar flops, Samuel Gbenga Okunowo, deve fazer parte da categoria máxima desse tipo de jogadores (Pior só mesmo Winston Bogarde que nunca passou pelo Benfica, felizmente, mas foi o maior flop da história recente do futebol, tendo passado sem sucesso por clubes como Ajax, Milan, Barcelona e Chelsea).

Continua a ser surpreendente como conseguiu chegar ao plantel principal do Barcelona, e ao plantel principal do Benfica com menos de 20 anos.



Na verdade Okunowo (nome sugestivo para trocadilhos) só tem 28 anos, e arrasta-se pelos relvados mundiais, sendo mais impressionante se tivermos em conta que aos 20, era já internacional A pela Nigéria, com uma presença nos Jogos Olímpicos, e presença na Taça Africana das Nações.
O Benfica recebeu-o por empréstimo do Barcelona no inicio da época de 1999/00, era a principal esperança de Jupp Heynckes, para, finalmente, os adeptos esquecerem Veloso. Porém nem os adeptos esqueceram Veloso, nem Okunowo demorou muito a desaparecer da equipa principal do Benfica, depois da estreia a 20 de Setembro de 1999, num jogo em casa com o Setúbal, despediu-se em 19 de Dezembro do mesmo ano numa derrota em Guimarães.



Pelo meio, momento histórico, eu estava lá, quando a 4 de Outubro, num jogo em casa com o Estrela da Amadora, o simpático Nigeriano descaído para a esquerda e á entrada da área desfere um remate em arco e faz golo, muito festejado pelos adeptos. Foi a ultima vez que me lembro de Okunowo ter sido aplaudido na Luz. Depois a carreira de Okunowo prosseguiu em espiral descendente, passagens por Ionikos, Dinamo de Bucareste, Tirana da Albânia, Metalurh e Stal da Ucrânia.


Além dos clubes referidos, passagens mais ou menos rápidas (esteve á experiência) por Badajoz, Panionios, ADO den Haag, estando actualmente a prestar provas no Bryne da Noruega.

terça-feira, agosto 28, 2007

1999/00 - Trianfafyllos Machairidis - 16J 0G

Muito antes de Katsouranis, Karagounis ou Fyssas (ou até de Nalitzis ou Seitaridis), muito antes de os Gregos sonharem sequer em marcar um golo numa grande competição de selecções, apareceu-nos de rompante este médio defensivo ou defesa central com o nome mais esquisito de todos.

O Benfica tinha acabado de eliminar o PAOK (antes não tivesse eliminado, sabendo o que se passaria na elimatória seguinte) nos penalties, e um tal de Sabry deu nas vistas marcou o golo da ordem e foi contratado, no pacote veio incluído um homem que até falhou uma das grandes penalidades, Trianfafyllos Machairidis.



A estreia aconteceu na Luz com o Sporting (0-0), e a partir daí foram 16 jogos, dos quais 2 para a Taça de Portugal (expulso contra o Sporting (1-3) na eliminação benfiquista), onde a sua presença nunca foi notada. Fracas exibições, clara inadaptação ao campeontato ao País e aos colegas.



O que se notou, sempre, nos 3 meses e meio de águia ao peito foi o enorme "frete" que fez na sua passagem por Portugal, que o levou, sem surpresa, no final da época a recusar-se a regressar, dando origem a despedimento com justa causa, que se transformou em empréstimos sucessivos até ao final do seu contrato de 4 anos com o clube. Assim, antes de chegar á Luz, passagens por AEK e PAOK, depois, empréstimos a Panionios e Kalamata.

Passou também por Alki Larnaca e Doxa Dramas. Depois disso, perdi-lhe o rasto, imagino que se mantenha na Grécia, alguém saberá?

domingo, agosto 12, 2007

1998/00 - Jorge Cadete - 22J 3G

Jogou quase sempre de verde e branco ao longo da sua carreira, e foi exactamente em clubes com essas características visuais que conseguiu marcar golos (Setubal, Sporting e Celtic) parecendo ter um certo complexo quando jogou noutros clubes.

Chegou ao Benfica numa época em que a confusão e o descalabro eram evidentes, onde, apesar de continuar a ser "o Benfica", o clube era gerido como uma qualquer colectividade amadora.

A sua forma fisica também nunca ajudou e cedo se percebeu que Cadete não era mais que uma caricatura daquilo que já tinha sido, por outro lado e apesar de uma época com muitos golos na Escócia (33 golos em 41 jogos em 1996/97), apanhou no clube um treinador escocês que não o conhecia de lado nenhum (até para os escoceses o campeonato escocês deve ser chato), e que nunca lhe deu grandes oportunidades, na realidade, em um ano de clube (estreou-se em Janeiro de 99 e despediu-se em Dezembro de 99) apenas três golos (Beto marcou quase tantos na própria baliza como o Jorge na baliza certa) contra Rio Ave, Campomaiorense e Chaves, tendo realizado apenas 7 jogos como titular (5 para o campeonato).



Saiu, por empréstimo no mercado de Dezembro, para o futebol inglês rumo ao Bradford City, para na época seguinte ser emprestado ao Estrela da Amadora. Definitivamente desvinculado do Benfica, regressou á Escócia, ao Patrick Thistle, para terminar depois ingressar no Pinhalnovense e finalmente no São Marcos. Jogou também no Brescia, no Celta de Vigo e claro no Celtic de Glasgow. Participou em reality shows, inaugurou uma escola de futebol.
Esteve no Euro 96 (1J 0G).



Ah e já agora, Cadete também marcou ao Benfica, um golo pelo Setúbal, um golo pelo Sporting (3-6).

domingo, agosto 05, 2007

1998/00 e 2001/2002 - Hugo Porfírio - 18J 2G

Hugo Porfírio faz parte do vasto de rol de jogadores portugueses (e curiosamente quase todos da mesma geração) que se constitui como uma grande promessa, "para o ano é que eu me afirmo", mas que invariavelmente se arrastam pelos relvados até desaparecerem das primeiras ligas e se dedicarem de vez aos eventos sociais enquanto fazem uma "perninha" num clube das divisões secundárias.


Porfírio tinha qualidade, mas por um motivo ou por outro, nunca se impôs em nenhum clube, nem mesmo nas suas incursões por Inglaterra e Espanha, onde não deixou grandes saudades.

A dada altura da sua carreira, ainda com o estatuto de grande promessa bem colado ao corpo, participou no fiasco que foi o Austrália 93 (2J 0G) , em Sub-20, selecção onde se encontravam também outras promessas, como Bambo, Poejo, Pedro Henriques, Costinha (GR) e Litos. Em 1996, e depois de uma época interessante ao serviço da União de Leiria, foi surpreendentemente convocado para o Europeu em Inglaterra, onde jogou 14 minutos contra a Turquia. No Benfica, é dificil de adjectivar o que realmente Porfírio fez.




Em três épocas, 6 jogos em cada uma delas, 2 golos para a Taça de Portugal, e um jogador sempre fora das opções dos diversos treinadores que apanhou (Graeme Souness, Sheu Han, Jupp Heynckes e Jesualdo "tenho medo dos adeptos" Ferreira), fazendo sobretudo carreira na equipa B do clube onde, aí sim, era presença assídua.



Antes de chegar á Luz, Sporting, Tirsense, U. Leiria, West Ham, Racing Santander, Nothingam Forest, depois Marítimo, Al Nassr, 1º Dezembro, Oriental e Pinhalnovense onde jogará a época 2007/08.

sexta-feira, julho 20, 2007

1997/99 - Sergei Ovchinnikov - 27 J -24 G

Garantidamente, Ovchinnikov nunca marcou um golo ao Benfica, mas mesmo assim foi contratado.

A primeira vez que se ouviu falar no nome do Guarda Redes russo foi numa eliminatória da Taça das Taças em que Ovchinnikov jogou e bem pelo Lokomotiv Moscovo contra o Benfica, especialmente no jogo da Luz (vitória 1-0).
Na época seguinte estava no Benfica para ser suplente de Preud'homme, lugar que nunca esteve sequer perto de abandonar, uma vez que as qualidades do belga (como se sabe) eram incomparavelmente superiores.

Nos jogos efectuados nunca foi capaz de demonstrar as qualidades com que vinha rotulado, e sobretudo nunca fez sombra ao grande Michel. No final da segunda época ao serviço do clube, e quando se sabia já da saída de Preud'Homme, o Benfica optou pela dispensa de Ovchinnikov, que seguiu para Alverca onde foi colega de Jamir, Caneira, Nuno Assis e Kulkov entre outros.



No final da época 1999/2000 fez o caminho do costume juntando-se ao Porto, onde esteve dois anos, seguindo-se o regresso ao Lokomotiv. Jogou depois no Dinamo de Moscovo, o tal clube que se encheu de portugueses (que fugiram quase todos ao fim de pouco tempo), mas que continua a lutar bravamente por não descer de divisão no campeonato russo, do qual foi convidado a sair depois de agredir um árbitro.



Jogou ainda no Euro 2004, onde foi expulso no jogo contra Portugal por ter alegadamente colocado a mão na bola fora da área.

quarta-feira, julho 04, 2007

2000/01 - Alejandro Enrique Cichero - 0J 0G

E já que estamos numa de Copa América, aparece-nos este central Venezuelano, do qual só me lembro, vagamente, de ouvir falar na sua contratação.
Nem se pode classificá-lo como um Flop, porque na realidade não o foi, uma vez que ninguém esperava que esta contratação ao Oliveira do Bairro desse certo.
O que surpreende, no meio de toda a história
deste Defesa Central, é que, hoje em dia, é um jogador relativamente conceituado no futebol Venezuelano, e na sua própria selecção.
No Benfica, Alejandro Cichero, nunca alinhou na equipa principal, tendo realizado vários jogos mas na Equipa B encarnada, e só está neste blog porque Toni (que substituiu Mourinho, que sustituiu Jupp Heynckes), naquela que foi a pior época (2000/2001) da história do clube, se lembrou dele para o banco de suplentes numa vitória (a partir daqui se bem me lembro foi sempre a descer) sobre o Porto por 2-1.


Mas como qualquer "contratação" dessa altura desastrada da história Benfiquista, também esta tinha que dar "buraco",
em Maio de 2001, o Super Stars de Trindade e Tobago, reclamava, a módica quantia de 300 mil contos, pelo passe do jogador, algo que ficou resolvido em Maio de 2002.

Antes da Luz, jogou no Centro Italiano (VEN), Belhaven College (EUA), Super Stars Rangers (TNT), Oliveira do Bairro, Benfica, Central Español (URU), CS Cerrito (URU), Nacional Montevideo (URU), Cagliari (ITA) e actualmente Litex Lovech (BUL). Participa na Copa América, onde já marcou na vitória sobre o Peru (2-0), tendo também participado na Copa América 2004.

terça-feira, julho 03, 2007

1990/91 e 1997/98 - Erwin Sanchez - 48J 7G

A pergunta que eu faço é, como foi possível que um dos melhores estrangeiros de sempre em Portugal tenha passado duas vezes pelo Benfica e consiga passar completamente ao lado das equipas que integrou? Eu diria que a culpa terá que ser repartida tanto pelo jogador como pelos seus treinadores ao longo dessas épocas.

Se na primeira passagem pelo clube (90/91, com 17J 1G) e apesar do titulo conquistado, esteve sempre tapado por jogadores como Valdo, Thern e Paulo Sousa, na segunda (97/98, com 31J 6G), apesar de ter sido um dos jogadores mais utilizados não resistiu á enorme entrada e saída de jogadores e treinadores, entre eles Manel "eu é que sou o maior" José, responsável pela sua contratação, e também pelos seus melhores anos no Boavista.

Que não existam dúvidas, Sanchez era um excelente jogador, no entanto, no Benfica, apenas a espaços conseguiu demonstrar a sua real valia, nunca sendo, no clube, o mesmo Sanchez desequilibrador que foi ao longo dos anos no Boavista.

Dispensado no final de ambas as épocas, e emprestado a Estoril e Boavista respectivamente, regressou á Luz em 1999 para ser utilizado na equipa B, antes de ser definitivamente dispensado, para ser Campeão na equipa de Pacheco. Depois, o abandono da carreira, treinou o Boavista, regressou aos relvados para jogar no Oriente Petrolero, onde foi suspenso 18 meses por agredir um árbitro,tendo terminado a carreira ao serviço do Blooming.


Participou como jogador no Mundial 94 nos EUA, e na Copa América 89, 91, 93, 97 e 99.
Actualmente é Seleccionador da Bolivia que participa na Copa América 2007.