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sexta-feira, junho 01, 2007

1996/98 - Jorge Soares - 35J 2G

A primeira imagem que me vem á cabeça quando oiço falar em Jorge Soares, é a do golo de jardel na Luz (no video ao minuto 2:29) em que este teve tempo para saltar, parar a bola no peito, olhar para a baliza e marcar golo nas calmas, isto tudo dentro da grande área. Marcou, digo eu, toda a sua carreira no Benfica, que já de si não era famosa.
Com a saída de Helder, ainda no tempo de Autuori, assumiu-se titular da defesa ao lado de Bermudez, sem nunca se impor, e dando, de tempos a tempos, as famosas argoladas que se conhecem. Conheceu ainda, como jogador do Benfica mais três treinadores, sendo razoalvelmente utilizado por todos.


Faz parte, do enorme grupo de jogadores que marcou ao Benfica, sendo que no caso do Jorge, marcou no ultimo minuto de cabeça em pleno estádio da Luz (E eu estava lá) pelo Farense, quando já há muito estava contratado pelo clube.

A sua carreira teve maioritariamente dois destinos, o Algarve, onde esteve no Farense e agora no Louletano (onde a propósito marca agora golos como este), e a Madeira, onde jogou no Maritimo e no União da Madeira.

Agora aquele golo do jardel nunca mais o esqueceremos....

segunda-feira, maio 21, 2007

1996/97 - Jamir - 22J 2G

Este médio brasileiro proveniente do Botafogo, vinha rotulado de bombardeiro, daqueles que rematam em força, porém esta é uma espécie de jogadores que tem sub-espécies divergentes, ou seja, há aqueles que acertam na baliza, e há aqueles que metem a bola no Colombo, o que era o caso do Jamir. A sua passagem pelo Benfica foi marcada pela discrição, jogou mas é como se não tivesse jogado, não era bem um médio ofensivo, nem era bem um médio defensivo, era qualquer coisa entre estas duas.

Tinha o hábito de festejar golos ás cambalhotas/saltos mortais (o último jogador, que me lembre, que dava cambalhotas quando marcava golos na equipa encarnada foi também ele um valente flop, chamava-se Folha, e no Benfica não rebolou uma única vez), no Benfica só o fez duas vezes, uma para o campeonato, e uma para a Taça das Taças.


Paulo Autuori parecia ter uma predilecção qualquer por Jamir, foi ele o responsável pela sua vinda para o Benfica, vindo do Botafogo, e trabalhou com ele também no Flamengo na época seguinte. Antes jogou no Grémio e São José RS, depois, Flamengo, Alverca, Vasco da Gama, São Gabriel, Portuguesa e Clube de Regatas Brasil, além de uma passagem pelo futebol Peruano. Jogou até há bem pouco tempo numa equipa de veteranos do Esporte Clube São José. Tem 35 anos!

quinta-feira, maio 10, 2007

1996/97 - Marcus Alemão - 0J 0G

Do fundo do baú vem esta potencial estrela chegada do Brasil. Diziam que era ponta de lança, mas ninguém consegue confirmar que alguma vez o tenha sido em Portugal.

Principal destaque da Copa Junior de São Paulo (uma espécie de campeonato de Juniores) onde foi o melhor marcador da competição pelo Corinthians/SP (ao lado de um tal de Deco e de Caju e Lucio Wagner), conseguiu no ano seguinte a passagem para a equipa sénior do clube, onde não teve nenhum sucesso, e de onde veio para o Benfica, juntamente com o trio acima citado.


No Estádio da Luz foi muito feliz a tirar fotografias na estátua do Eusébio, e que me lembre nem chegou a pisar a relva.
Foi emprestado ao Alverca, onde facturou por uma (1) única vez (enquanto outros tinham o sucesso que se conhece), sendo muito fustigado por lesões, foi recambiado para casa nesse mesmo ano.



Chegado ao Brasil a promessa deu lugar á desilusão, e passou por clubes tão conhecidos como o Independente de Limeira, Corinthians/AL, Noroeste, Sertãozinho e Londrina, que é o último clube que se lhe conhece. Continua a marcar muitos golos, nos fortissimos campeonatos da série A - 3 brasileira.
E pode sempre contar aos netos que esteve ao lado da estátua do Eusébio.

quarta-feira, maio 02, 2007

1995/97 - Marinho - 45J 2G

De Marinho se pode dizer que foi o primeiro a sentir na pele que substituir Veloso não ia ser (e não foi) tarefa fácil. Depois de 6 anos no sporting, decidiu mudar de lado, e veio para o Benfica.

Passou perfeitamente despercebido de águia ao peito, isto embora tenha feito muitos jogos com a camisola encarnada, quase sempre a titular (o que olhando ás alternativas para a sua posição não era de facto dificil), sendo o seu momento de glória uma excelente exibição em Florença, contra a Fiorentina (vitória 1-0, golo de Edgar, e eliminação, na mesma, da Taça das Taças), compensada com muitas exibições mais ou menos para o fraquinho.

Conseguiu ser treinado no Benfica por 4 treinadores em 2 anos, "Rei" Artur, Mário Wilson, Autuori e Manel "Eu é que sou o Maior" José, jogando, a titular, com todos eles, o que também é facto digno de registo.



No Benfica marcou dois golos, este contra o Dragões Sandinenses (oportunidade de rever também a estreia de Valdir, que não é flop) e mais um contra a União de Leiria.

Depois do Benfica (onde conquistou ainda assim uma Taça de Portugal), passagens por Alverca, Campomaiorense e Estrela da Amadora onde terminou a carreira, depois de alguns interregnos.
Tem o nível II de treinador, e está neste momento e segundo o próprio num momento de indefinição.

sábado, abril 21, 2007

1995/97 - Paulão - 28J 3G

Mais uma daquelas contratações com etiqueta de "barraca anunciada", quando chegou ao Benfica, o clube tinha para a sua posição um tal de Vitor Paneira ainda em boas condições mas em conflito permanente com "Rei" Artur que o levou a ser dispensado (juntamente com Isaías).

Acontece que Vitor Paneira ainda deu cabo da vida ao Benfica ao serviço do Guimarães, e Paulão passou ao lado de uma "bonita" carreira.
A época que fez no Vitória de Setubal, antes de ingressar no Benfica indiciava tudo menos uma contratação de um Grande, não fosse, está claro, o inevitável golinho ao Benfica, que foi também o único que marcou ao serviço do Setúbal.


Nas duas épocas ao serviço do Clube, Paulão não passou da intermitência, poucas vezes titular, quase sempre como suplente utilizado, acabou por vencer a Taça de Portugal de 1996, tendo participado apenas em dois jogos ao longo da campanha.
Antes de chegar á Luz, passagens por 1º Maio, Vitória de Setubal, depois Académica, Sp. Espinho, Petro de Luanda, e ASA, onde terminou a carreira de jogador e iniciou a carreira de treinador nas camadas jovens do clube.


Ei-lo a pontapear a atmosfera no jogo de apresentação da época 1995/96, contra o Milan.

quinta-feira, março 29, 2007

1996/97 - Washington “Secco” Rodriguez – 0J 0G

Este é um mito da net, é daqueles flops de que praticamente toda a gente se lembra de ouvir falar apesar de ter passado a uma velocidade estonteante pelo Benfica. Faz parte das maravilhosas descobertas de Toni e Simões nas suas bonitas viagens ao Continente Americano de onde regressaram com uma mão-cheia de nada.

O estilo dizia, praticamente, tudo, cabelo comprido e despenteado com fama, e pouco proveito, de excelente médio ala esquerdo, vindo do fortíssimo e afamado futebol dos EUA. O que sempre me fez confusão nestas contratações é o papel do treinador, em que espécie de características se encaixava realmente “Secco” Rodriguez, para que o Benfica se chegasse á frente do Rio Ave (onde fez testes e obviamente não ficou) e lhe roubasse o seu precioso médio ala? Será que Paulo Autuori via futuro nesta pérola uruguaia ao ponto de o levar, juntamente com uma espécie de equipa B do Benfica, a um jogo com o Real em Madrid do qual saiu goleado por 4-0 (fora bolas nos postes e barra)? Em jeito de curiosidade aqui fica a equipa do Benfica nesse jogo de 27 de Agosto de 1996:
BENFICA: Preud Homme; Marinho (Nelson Morais 55), Tahar, Verissimo, Pedro Henriques (José Soares 60); Jamir, Gustavo, Ramirez (Paulo Silva 46), Panduru (Washington 65) Paulao; (Marco Paulo 70), Akwa.

Antes de chegar á Luz, o rápido e tecnicista Washington, actuou no Liverpool Uruguaio, onde era até bastante conceituado sendo nomeado MVP da liga Uruguaia na época anterior á sua passagem para o Dallas Burn (de Hugo Sanchez entre outros veteranos), onde ficou pouco tempo, sendo “emprestado” ao Benfica por 6 meses (Chegou em Agosto de 1996, vindo de uma longa paragem por lesão na virilha). No dia 8 de Dezembro de 1996 os Dallas Burns cederam-no em definitivo e de volta ao seu Liverpool Uruguaio. Em 1997, passou para o Nacional de Montevideu, tendo regressado ao Liverpool para desaparecer de circulação em 1999. Alguém saberá o que é feito desde craque?

domingo, janeiro 21, 2007

1996/99 - Martin Pringle - 55J 8G


Este faz parte do grupo daqueles que apesar de mau, muito mau mesmo, os benfiquistas não esquecem, e ninguem se lembra dele pelos melhores motivos, julgo eu. A história da sua contratação eleva-o á condição de barrete do ano, ou de vários, uma vez que jogou no benfica em várias épocas distintas.
Os Suecos, até então sempre tiveram grande sucesso no Benfica, que contratou alguns dos melhores jogadores do País das décadas de 80 e 90, casos de Stromberg, Thern e Magnunsson. Porém depois da chegada do Carteiro Pringle, alto mas não louro, mas tosco o bastante para ter presença assegurada no lote de piadas que os benfiquistas de vez em quando lá têm que ouvir, e com nome de batata frita da moda, na altura...
De todos os que aqui aparecem, é o que mais jogos realizou, mas quem não se lembra daquele estilo desajeitado e de ponta de lança que marcava menos golos que muitos centrais. Veio do Helsinborg, onde (parece-me a mim que é condição essencial para se ser um flop) marcou ao Benfica num particular, foi para Inglaterra (?) para o Charlton emprestado e depois cedido definitivamente, terminou a carreira pouco depois algures na terceira divisão, no Grimsby Town, com uma perna partida em três sítios. Hoje em dia é Treinador de Futebol Feminino, onde deve ensinar as suas jogadoras a marcar golos... ou então se calhar talvez não ensine...

sábado, dezembro 23, 2006

1995/97 - Luíz Gustavo I - 14J 0G - Luis Gustavo II - 14J 2G

Voltando atrás algumas épocas vamos encontrar uma espécie de virus que afectou o plantel Benfiquista, e que não deixou quaisquer recordações, mas deixou algumas duvidas interessantes. Durante duas épocas o Benfica contou no seu plantel com dois Gustavos, melhor, contou com dois Luiz (com "Z" para não deixar dúvidas) Gustavos, e tanto um como outro não deixaram saudades, e a mim em particular não me deixaram nenhum tipo de recordação, com a agravante de vai não vai os confundir um com o outro. A verdade é que, confesso, não me lembro deles a jogar na Luz, recordo que lá estiveram, recordo-me sobretudo do pé esquerdo certeiro do segundo Gustavo no Marítimo, mas no Benfica não me lembro deles. Mas o facto de não me recordar deles não esconde o facto de ambos terem sido verdadeiramente um fiasco.
O primeiro, Luiz Gustavo da Silva de Avis, fez 14 jogos no campeonato, e saiu em Fevereiro de 96. Consta, que além do Belenenses, terá também passado pelo Sporting, o que não consigo confirmar. Foi Internacional Sub 20 pelo Brasil, jogou além dos já referidos em Portugal, no Cruzeiro, Internacional, Fluminense e União Barbarense, onde terminou carreira em 2001.

O segundo, Luís Gustavo Carvalho Soares, fez também 14 jogos com 2 golos. Saiu no mercado de Inverno, tal como o anterior. Deste tenho a lembrança de 5 épocas no Marítimo onde era eximio marcador de livres directos com o seu pé
esquerdo. No Brasil, jogou no Botafogo. Tanto um como outro, entraram e saíram sem deixar rasto, e sem deixar quaisquer saudades.

sábado, outubro 21, 2006

1996/97 - Glenn Helder 12J 1G

Chegou, tal como sucede na maioria dos "barretes" com pompa e circunstancia, fruto de duas epocas pouco conseguidas em Londres. Produto das escolas do Ajax (também lá há disto...), notabilizou-se ao serviço do Vitesse, despertando então o interesse do Arsenal, que ao aperceber-se do que tinha em mãos emprestou-o ao Benfica, na Luz esteve quase sempre muito apagado (eu diria sempre, vá...). Estreou-se (0-0 com Marítimo), Despediu-se ( 1-1 com Estrela) e Marcou ( 1-1 com Braga) em empates, saldo final um empata de todo o tamanho, que não deixou saudades.
Ao que parece, no Arsenal, gostam bastante dele, não há muito esteve presente na festa de despedida de Bergkamp, na equipa de "estrelas do passado", isto apesar dos seus numeros no Clube serem bastante fracos.
Hoje em dia, depois de experiencias num clube Chinês, na Hungria, e em mais algumas equipas Holandesas, é outra vez internacional Holandês (4 Int. nos AA) mas desta vez no Poker. Faz ele bem...

quinta-feira, outubro 05, 2006

1996/97 - Lucio Wagner 3J 0G

O que dizer de Lucio Wagner? Lembro-me da sua estreia para o Campeonato no Bessa, num empate 1-1, fez umas arrancadas, e desapareceu nas brumas de mais um plantel de qualidade inqualificável primeiro "contruído" por Autuori, e de seguida "reconstruído" por Manuel "Eu é que sou o maior" José. Jogou sempre como suplente utilizado em apenas 3 jogos, e da mesma forma que apareceu, desapareceu.
Chegou, se não me falha a memória no mesmo pacote que incluía Caju, Deco e um tal Marcos Alemão (que a propósito anda ainda a jogar nos Distritais do Brasil), nenhum destes jogou no Benfica (POIS!!), mas todos jogaram no Alverca, incluindo, Lucio Wagner.
Depois de uma travessia do deserto, em que passou por vários clubes brasileiros e onde foi ainda treinar ao Sevilha, foi parar á Bulgária, e parece que teve sucesso, de tal forma, que em Maio de 2006, se tornou internacional Bulgaro, aparentemente não existirá melhor lateral direito no País. Curioso como no Pacote em que veio inserido as naturalizações serem, digamos, normais.
Nas ultimas semanas os mais atentos poderão tê-lo visto a jogar contra o Chelsea na ultima jornada da Liga dos Campeões.

segunda-feira, julho 31, 2006

1994/95 e 1996/97 - Akwá - 7J 0G


Fabrice Alcebíade Maieco, ou Akwá, foi mais um dos novos “Eusébios” que chegou, e partiu sem deixar saudades a ninguém, conseguindo a magnifica proeza de sair e voltar ao Benfica apesar de continuar a desiludir nos clubes por onde passou emprestado. Na sua estreia, quando todos esperavam por coisas boas, foi tão mau que, quem sobressaiu, foi um jovem das camadas jovens chamado Edgar.
Depois é o que se sabe passou por uma série de cubes começados por Al no Qatar, antes de ser corrido por motivos ainda pouco explicados. Conseguiu estar presente no Mundial 2006 como uma das estrelas da companhia (o que diga-se não era nada dificil) e obviamente, tirando os pontapés de bicicleta que de tempos a tempos tentava executar (Meira que o diga, pois ia levando um valente triciclo pela cabeça adentro), não fez rigorosamente nada de jeito. A sua marca registada.