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domingo, agosto 12, 2007

1998/00 - Jorge Cadete - 22J 3G

Jogou quase sempre de verde e branco ao longo da sua carreira, e foi exactamente em clubes com essas características visuais que conseguiu marcar golos (Setubal, Sporting e Celtic) parecendo ter um certo complexo quando jogou noutros clubes.

Chegou ao Benfica numa época em que a confusão e o descalabro eram evidentes, onde, apesar de continuar a ser "o Benfica", o clube era gerido como uma qualquer colectividade amadora.

A sua forma fisica também nunca ajudou e cedo se percebeu que Cadete não era mais que uma caricatura daquilo que já tinha sido, por outro lado e apesar de uma época com muitos golos na Escócia (33 golos em 41 jogos em 1996/97), apanhou no clube um treinador escocês que não o conhecia de lado nenhum (até para os escoceses o campeonato escocês deve ser chato), e que nunca lhe deu grandes oportunidades, na realidade, em um ano de clube (estreou-se em Janeiro de 99 e despediu-se em Dezembro de 99) apenas três golos (Beto marcou quase tantos na própria baliza como o Jorge na baliza certa) contra Rio Ave, Campomaiorense e Chaves, tendo realizado apenas 7 jogos como titular (5 para o campeonato).



Saiu, por empréstimo no mercado de Dezembro, para o futebol inglês rumo ao Bradford City, para na época seguinte ser emprestado ao Estrela da Amadora. Definitivamente desvinculado do Benfica, regressou á Escócia, ao Patrick Thistle, para terminar depois ingressar no Pinhalnovense e finalmente no São Marcos. Jogou também no Brescia, no Celta de Vigo e claro no Celtic de Glasgow. Participou em reality shows, inaugurou uma escola de futebol.
Esteve no Euro 96 (1J 0G).



Ah e já agora, Cadete também marcou ao Benfica, um golo pelo Setúbal, um golo pelo Sporting (3-6).

domingo, agosto 05, 2007

1998/00 e 2001/2002 - Hugo Porfírio - 18J 2G

Hugo Porfírio faz parte do vasto de rol de jogadores portugueses (e curiosamente quase todos da mesma geração) que se constitui como uma grande promessa, "para o ano é que eu me afirmo", mas que invariavelmente se arrastam pelos relvados até desaparecerem das primeiras ligas e se dedicarem de vez aos eventos sociais enquanto fazem uma "perninha" num clube das divisões secundárias.


Porfírio tinha qualidade, mas por um motivo ou por outro, nunca se impôs em nenhum clube, nem mesmo nas suas incursões por Inglaterra e Espanha, onde não deixou grandes saudades.

A dada altura da sua carreira, ainda com o estatuto de grande promessa bem colado ao corpo, participou no fiasco que foi o Austrália 93 (2J 0G) , em Sub-20, selecção onde se encontravam também outras promessas, como Bambo, Poejo, Pedro Henriques, Costinha (GR) e Litos. Em 1996, e depois de uma época interessante ao serviço da União de Leiria, foi surpreendentemente convocado para o Europeu em Inglaterra, onde jogou 14 minutos contra a Turquia. No Benfica, é dificil de adjectivar o que realmente Porfírio fez.




Em três épocas, 6 jogos em cada uma delas, 2 golos para a Taça de Portugal, e um jogador sempre fora das opções dos diversos treinadores que apanhou (Graeme Souness, Sheu Han, Jupp Heynckes e Jesualdo "tenho medo dos adeptos" Ferreira), fazendo sobretudo carreira na equipa B do clube onde, aí sim, era presença assídua.



Antes de chegar á Luz, Sporting, Tirsense, U. Leiria, West Ham, Racing Santander, Nothingam Forest, depois Marítimo, Al Nassr, 1º Dezembro, Oriental e Pinhalnovense onde jogará a época 2007/08.

sexta-feira, julho 20, 2007

1997/99 - Sergei Ovchinnikov - 27 J -24 G

Garantidamente, Ovchinnikov nunca marcou um golo ao Benfica, mas mesmo assim foi contratado.

A primeira vez que se ouviu falar no nome do Guarda Redes russo foi numa eliminatória da Taça das Taças em que Ovchinnikov jogou e bem pelo Lokomotiv Moscovo contra o Benfica, especialmente no jogo da Luz (vitória 1-0).
Na época seguinte estava no Benfica para ser suplente de Preud'homme, lugar que nunca esteve sequer perto de abandonar, uma vez que as qualidades do belga (como se sabe) eram incomparavelmente superiores.

Nos jogos efectuados nunca foi capaz de demonstrar as qualidades com que vinha rotulado, e sobretudo nunca fez sombra ao grande Michel. No final da segunda época ao serviço do clube, e quando se sabia já da saída de Preud'Homme, o Benfica optou pela dispensa de Ovchinnikov, que seguiu para Alverca onde foi colega de Jamir, Caneira, Nuno Assis e Kulkov entre outros.



No final da época 1999/2000 fez o caminho do costume juntando-se ao Porto, onde esteve dois anos, seguindo-se o regresso ao Lokomotiv. Jogou depois no Dinamo de Moscovo, o tal clube que se encheu de portugueses (que fugiram quase todos ao fim de pouco tempo), mas que continua a lutar bravamente por não descer de divisão no campeonato russo, do qual foi convidado a sair depois de agredir um árbitro.



Jogou ainda no Euro 2004, onde foi expulso no jogo contra Portugal por ter alegadamente colocado a mão na bola fora da área.

terça-feira, março 20, 2007

1998/99 - Nandinho - 4J 1G

Faz parte daquele tipo de contratações que se enquadra num certo padrão de grandes promessas que o são tanto com 20 como com 35 anos. As eternas promessas. Nandinho foi, sempre, pelos clubes por onde passou um dos seus principais jogadores, na época anterior á sua passagem ao Benfica marcou 13 golos no campeonato pelo Salgueiros. Já para não falar dos obrigatórios e necessários golos ao Benfica, marcou-lhe 2 golos em época distintas, sinónimo na altura de contratação certa.
Na Luz a época era demasiado complicada e qualquer contratação se arriscava a não ter sucesso, e não teve. Pelo Benfica um unico grande momento, que mesmo assim foi pequenino. Golo ao Alverca (de Maniche, que fez o 1-2, e Marco Freitas, que fez o 1-1, Poborsky tinha feito o 1-0) no ultimo minuto que empatou o jogo na Luz, tempos dificeis. Souness, preferia os Britânicos e por isso com ele Nandinho fez apenas 2 jogos a titular e outros 2 como suplente utilizado.

Em Dezembro foi emprestado, ao Alverca onde fez, indirectamente, muitos benfiquistas sorrir, 3 golos 3 ao sporting.
Depois, Guimarães, Gil Vicente e agora Leixões onde luta por regressar á primeira liga. Ainda é uma promessa, tem é 34 anos.

quinta-feira, março 15, 2007

1998/99 - Michael Thomas - 25J 1G

"Ele (Michael Thomas) tem Big Balls, por isso jogará sempre na minha equipa" Graeme Souness disse-o, e a verdade é que jogou, se King foi o pior de sempre, Thomas, vem a correr (devagarinho) atrás dele. Chegou á Luz com um curriculo interessante que mostrava mais de 100 jogos por equipas como Arsenal e Liverpool, (chegou aos Reds exactamente pela mão de Souness), mas a verdade é que os adeptos do Benfica só o viram correr com objectividade e sem atrapalhar uma unica vez. Dia 21 de Fevereiro de 1999, Estádio da Luz, o Benfica empatava com o Guimarães e o jogo caminhava para o fim, eis que vindo do nada (na verdade esteve lá parado a jogada toda) aparece o destemido Big Balls a endereçar a bola para a baliza Vitoriana. E o Thomas correu e os adeptos aplaudiram. Acabou aí a relação de leve amizade com a massa adepta benfiquista, tentou depois o Boxe com Kandaurov, e acabou os seus dias de águia ao peito a reclamar por dinheiro e a treinar na equipa B.

O próprio Thomas, considera que não esteve assim tão mal, que o problema eram os adeptos não o compreenderem, e chega a afirmar que Jupp Heynknes contava com ele para a época seguinte, "When Heynckes arrived he said he wanted to play me in the team. There must have been a lot of pressure by the president to stop playing me because he didn't play me", apetece perguntar, porque seria?

Em Inglaterra, Thomas jogou no Arsenal onde esteve 12 anos, sendo um jogador relativamente respeitado, nesse período foi chamado por duas vezes á selecção Inglesa. Mas aquilo de que os adeptos do Arsenal mais se lembram quando se fala em Thomas é deste golo marcado ao Liverpool que valeu aos Gunners o titulo de 1989 o primeiro em 18 anos. Em 1992, mudou-se para o Liverpool para aí ganhar um FA cup, com mais um golo seu. Um goleador este Michael. Seguiram-se as lesões, o Middlesbourough em 1998 e o Benfica. Abandonou a carreia em 2000/01 ao serviço do Wimbledon. Hoje gere uma empresa de Motoristas e de Segurança Privados, "I have a chauffeur company and a security company for high-level individuals. We guard presidents and things like that". O que ainda corre o Thomas.

terça-feira, março 13, 2007

1998/99 - Steve Harkness - 9J 0G

E no tempo dos Britânicos aí está aquele que compete com Michael Thomas como o pior de todos, nunca se percebeu muito bem que espécie de reforço foi este Defesa Esquerdo. Lembro-me do sofrimento que me causou a estreia deste craque, numa derota caseira por 3-0 com o Boavista, em que Ayew e companhia destroçaram uma equipa que mais parecia os veteranos da grã-bretanha (com Thomas, Charles, Pembridge e Saunders).


Chegou como o homem de confiança de Souness para a lateral esquerda do clube mas cedo se percebeu que alguém que não conseguia ser alternativa credível a Bruno Basto não poderia ter um futuro muito risonho no clube.
Proveniente do Liverpool,onde chegou aos 17 anos vindo do Carlisle, conseguiu ser razoavelmente utilizado até partir uma perna e estar afastado dos relvados por 12 meses, Harkness foi depois dispensado por Gerard Houlier, isto depois de já ter passado por empréstimo por clubes como Huddersfield Town e Southend United.
Souness, esse, adorava-o, e defendeu-o sempre, talvez por isso e depois da mais que esperada dispensa da Luz o pupilo seguiu o mestre até Blackburn para uma época desastrosa, seguindo-se Sheffield Wednesday e a finalizar o Chester onde terminou a carreira vergado ao peso das lesões. Dedica-se agora a negócios empresariais e conserva o mau feitio.

domingo, fevereiro 18, 2007

1998/99 - Gary Charles - 4J 1G

Na era dos Britânicos na Luz poucos se safaram e a grande maioria era na realidade um enorme barrete. No caso de Gary Charles, chegou á luz com uma folha de serviços relativamente interessante, mais de 100 jogos na Premier League, uma perna facturada a Gascoigne (na realidade deve ser por isso que mais é lembrado, para além dos restantes problemas judiciais), duas vezes internacional, e um fiasco no Benfica, nunca foi alternativa a ninguém, e na verdade a sua estadia no clube resume-se a um mês, estreou-se em Março despediu-se em Abril. Depois regressou a Inglaterra para prencher o curriculo criminal, enveredou pelo alcoolismo e talvez por isso começou uma carreia de presidiário, preso por conduzir embriagado, saiu em liberdade condicional, mas cortou a pulseira electrónica para passar férias no estrangeiro. Está neste momento detido por violar a liberdade condicional. Além de Benfica, jogou no Nothingam Forrest, Leicester City, Aston Villa, West Ham e Birmingham City.

domingo, janeiro 21, 2007

1996/99 - Martin Pringle - 55J 8G


Este faz parte do grupo daqueles que apesar de mau, muito mau mesmo, os benfiquistas não esquecem, e ninguem se lembra dele pelos melhores motivos, julgo eu. A história da sua contratação eleva-o á condição de barrete do ano, ou de vários, uma vez que jogou no benfica em várias épocas distintas.
Os Suecos, até então sempre tiveram grande sucesso no Benfica, que contratou alguns dos melhores jogadores do País das décadas de 80 e 90, casos de Stromberg, Thern e Magnunsson. Porém depois da chegada do Carteiro Pringle, alto mas não louro, mas tosco o bastante para ter presença assegurada no lote de piadas que os benfiquistas de vez em quando lá têm que ouvir, e com nome de batata frita da moda, na altura...
De todos os que aqui aparecem, é o que mais jogos realizou, mas quem não se lembra daquele estilo desajeitado e de ponta de lança que marcava menos golos que muitos centrais. Veio do Helsinborg, onde (parece-me a mim que é condição essencial para se ser um flop) marcou ao Benfica num particular, foi para Inglaterra (?) para o Charlton emprestado e depois cedido definitivamente, terminou a carreira pouco depois algures na terceira divisão, no Grimsby Town, com uma perna partida em três sítios. Hoje em dia é Treinador de Futebol Feminino, onde deve ensinar as suas jogadoras a marcar golos... ou então se calhar talvez não ensine...